Seis décadas sobre o Tejo
A Ponte 25 de Abril celebra, esta quinta-feira, o seu 60.º aniversário desde a inauguração em 1966. Construída entre 1962 e 1966, a infraestrutura mantém-se como a travessia mais movimentada sobre o Tejo e uma peça central da mobilidade entre Lisboa e a margem Sul.
Apesar da abertura, em 1998, da Ponte Vasco da Gama, a 25 de Abril conserva um volume de tráfego rodoviário e ferroviário que a posiciona como via de referência. Segundo dados disponibilizados por entidades gestoras, a ponte é atravessada diariamente por cerca de 150 000 veículos e por cerca de 174 comboios, servindo mais de 100 milhões de utilizadores por ano.
Impacto e memória local
Inaugurada originalmente com o nome de Ponte Salazar, a denominação foi alterada na sequência da Revolução de 25 de Abril de 1974. Ao longo de seis décadas, a estrutura tornou-se um dos símbolos visuais da cidade e uma infraestrutura essencial para o dia a dia de milhares de residentes e trabalhadores que se deslocam entre as margens do Tejo.
O pico histórico do tráfego rodoviário foi registado em 2005, com mais de 57 milhões de veículos no ano. A pandemia de covid-19 provocou uma queda acentuada nas travessias, mas os valores de circulação regressaram nos últimos anos a níveis próximos dos observados antes da crise sanitária.
- Construção: 1962–1966
- Inauguração: 1966
- Tráfego diário: cerca de 150 000 veículos
- Circulação ferroviária: cerca de 174 comboios por dia
- Utilizadores anuais: mais de 100 milhões
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Ano de inauguração | 1966 |
| Tráfego diário (veículos) | ~150 000 |
| Comboios por dia | 174 |
| Utilizadores por ano | >100 milhões |
Para os habitantes do distrito de Lisboa, a ponte representa tanto uma necessidade funcional — como ligação rápida entre domicílio e emprego, serviços e comércio — quanto um elemento identitário da paisagem urbana. A sua longevidade e manutenção continuam a ser temas relevantes para quem depende diariamente da travessia, seja no transporte privado, seja no serviço ferroviário que liga as margens.
Ao longo dos anos, episódios de interrupções, acidentes e ações de segurança têm lembrado a vulnerabilidade de uma infraestrutura tão exigida. A gestão da circulação e a manutenção preventiva são, por isso, matérias de importância contínua para as entidades responsáveis, com impacto direto na rotina dos portugueses que atravessam o Tejo todos os dias.
Com 60 anos de história, a Ponte 25 de Abril afirma-se, assim, como uma peça estrutural na mobilidade metropolitana e um marco visível na geografia de Lisboa, cuja operação e conservação dizem respeito, diariamente, à qualidade de vida no território.