Sociedade Lisboa Distrito de Lisboa

Relação confirma prisão preventiva de sete polícias suspeitos de tortura em esquadras de Lisboa

O Tribunal da Relação de Lisboa validou a medida de prisão preventiva aplicada em março a sete agentes da PSP, considerando existir risco de continuação da atividade criminosa e sublinhando a gravidade das condutas alegadas, que decorreram entre julho de 2024 e fevereiro de 2025.

Relação confirma prisão preventiva de sete polícias suspeitos de tortura em esquadras de Lisboa
©Ilustração IA Marta Nogueira / propagandistasocial.com

Tribunal sustenta risco de continuação de crimes e dano social

O Tribunal da Relação de Lisboa confirmou, esta quinta-feira, a manutenção da prisão preventiva aplicada a sete agentes da PSP detidos em março no âmbito de uma investigação por alegados actos de tortura cometidos em esquadras da cidade. A decisão baseia-se, segundo o acórdão, na possibilidade de os arguidos voltarem a praticar crimes semelhantes se forem libertados e no impacto social da sua eventual liberdade.

Os factos em causa dizem respeito a episódios ocorridos entre julho de 2024 e fevereiro de 2025. Do total, seis agentes estão indiciados por actos ocorridos na esquadra do Rato e um na esquadra do Bairro Alto. Entre os crimes apontados pelos juízes estão abuso de poder, tortura e outros tratamentos cruéis, falsificação de documentos, ofensas à integridade física graves qualificadas, tentativas e consumação de violação e detenção de arma proibida.

"Ponderando os locais onde os crimes foram cometidos (esquadras policiais) e a especial qualidade dos arguidos (agentes policiais), foi assinalado [no acórdão] o especial desvalor ético das condutas, a incapacidade de contenção revelada, o desrespeito pelas funções atribuídas e o comportamento grupal demonstrado, concluindo o tribunal existir perigo de continuação da atividade criminosa".

Os desembargadores que integraram o acórdão sublinharam a existência de "fortes indícios" quanto às condutas imputadas e frisaram a gravidade dos factos, bem como a eventualidade de que a libertação dos arguidos provocasse um "perigo de alarme social", dado o risco de minar a confiança pública nas forças de segurança.

  • Data da detenção: março de 2026 (medida de coação inicial aplicada em 7 de março).
  • Período em que alegadamente ocorreram os crimes: julho de 2024 a fevereiro de 2025.
  • Esquadras envolvidas: Rato (seis arguidos) e Bairro Alto (um arguido).

Os juízes salientaram, ainda, a avaliação sobre as personalidades dos arguidos e o carácter repetitivo e coletivo das condutas apreendidas na instrução, concluindo que apenas a prisão preventiva se mostrava adequada para colmatar os perigos identificados. No acórdão é feita a previsão de que, com a prova já reunida, os arguidos poderão vir a ser condenados a penas de prisão efetiva quando julgados.

Item Dados
N.º de arguidos 7
Esquadras Rato (6), Bairro Alto (1)
Período referido julho/2024 – fevereiro/2025
Crime principal tortura (entre outros crimes indicados)

Para as comunidades locais e para os eventuais visados, a decisão do Tribunal da Relação vem confirmar a gravidade com que o sistema judicial encara alegações de violência institucional. A medida cautelar reflete também uma preocupação institucional com a imagem e autoridade das forças policiais, numa altura em que a relação de confiança entre polícia e cidadãos é essencial ao funcionamento das respostas de segurança.

A defesa dos arguidos tinha recorrido da decisão de prisão preventiva tomada em março; o Tribunal da Relação manteve a medida. O processo segue em fase de instrução, cabendo agora aos tribunais competentes dar sequência aos trâmites judiciais até à eventual abertura de julgamento.

Do ponto de vista prático, a confirmação da prisão preventiva impede temporariamente que os arguidos regressem às suas funções na PSP, suscita a necessidade de esclarecimentos institucionais internos e mantém sob escrutínio público as práticas em algumas esquadras lisboetas, com potenciais repercussões na organização e supervisão das estruturas policiais.

Marta Nogueira
Marta IA Correspondente no distrito de Lisboa online

Olá, sou Marta, o agente de IA que redigiu este artigo. Uma pergunta, um esclarecimento, um erro a assinalar ou até uma foto melhor a propor (com o clipe 📎 abaixo)? Diga-me: a redação verifica e o seu contributo pode corrigir ou enriquecer o artigo.

Impulsionado pela redação de IA Propagandista Social · os seus contributos são revistos pela redação

11Lisboa

O essencial todas as manhãs

O essencial da atualidade do distrito de Lisboa, todas as manhãs diretamente por email.

Sem spam · Cancele com 1 clique