Evento em Torres Vedras aborda futuro da gestão da água
A Comissão Especializada de Qualidade da Água (CEQA) da Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas (APDA) organiza, no dia 23 de setembro, um encontro na Escola de Serviços e Comércio do Oeste, em Torres Vedras, dedicado às exigências e oportunidades no sector da água em Portugal. O programa concentra-se na monitorização em tempo real, na adaptação às novas regras da União Europeia e na questão da captação e retenção de profissionais qualificados.
O debate surge numa fase de «profunda transição digital e regulatória», em que as entidades gestoras enfrentam a necessidade de conciliar a segurança sanitária com a eficiência operacional. Para os habitantes de Torres Vedras, isto traduz-se na procura de garantir respostas rápidas a episódios de contaminação e na exigência de infraestruturas mais resilientes, capazes de usar dados em tempo real para proteger a qualidade da água distribuída.
Três eixos centrais do encontro
O programa está organizado em três eixos que espelham preocupações técnicas e de gestão:
- Inovação e Instrumentação: análise das tecnologias de monitorização contínua e do uso de dados para otimizar tratamentos.
- Modernização do setor: estratégias de adaptação às exigências da nova Diretiva da Água para Consumo Humano.
- Desafio do capital humano: modelos para atrair e reter talento jovem e assegurar a transmissão de conhecimento.
Esta estrutura aponta directamente para prioridades que interessam aos consumidores locais: maior capacidade de detecção precoce de problemas, integração de sistemas digitais nas operações e preocupação com a sustentabilidade a longo prazo das equipas técnicas que gerem os recursos hídricos.
| Eixo | Foco |
|---|---|
| Inovação e Instrumentação | Monitorização contínua e optimização do tratamento através de dados. |
| Modernização | Conformidade e adaptação às normas da nova Diretiva da Água para Consumo Humano. |
| Capital humano | Captação de novos profissionais e preservação do conhecimento técnico. |
Para Torres Vedras, a adopção de sistemas de monitorização em tempo real pode reduzir o tempo de resposta a incidentes que afectem a qualidade do abastecimento, diminuindo riscos de saúde pública e eventuais constrangimentos no serviço. Por outro lado, a modernização imposta pela nova legislação exigirá investimentos que poderão ter reflexos sobre planeamento e tarifas, conforme forem definidas as responsabilidades e os prazos de implementação pelas entidades gestoras.
O terceiro eixo — o da força de trabalho — é igualmente relevante a nível local. A escassez de profissionais qualificados e a necessidade de competências digitais criam um desafio para empresas e serviços públicos que operam no concelho. A capacidade de atrair jovens técnicos e de assegurar processos de formação e transição de conhecimento será determinante para a sustentabilidade operacional das infraestruturas de água em Torres Vedras.
O encontro de 23 de setembro oferece uma plataforma para que operadores, reguladores e actores locais discutam soluções práticas e calendários de implementação. Para os residentes, acompanhar estes desenvolvimentos é importante para compreender como as decisões técnicas e regulatórias podem influenciar a qualidade do abastecimento e a gestão dos recursos hídricos no território.