No troço de ligação entre Santo da Serra e Camacha, um gesto de apoio feito por residentes locais volta a destacar-se durante o Rali da Madeira. Desde 2014 que Francisco Nunes e Lourenço Freitas colocam-se à beira da via para oferecer água aos pilotos e navegadores que passam no local, sem qualquer vínculo formal à organização da prova.
Este acto de hospitalidade, repetido anualmente, ganhou identidade própria e é recebido com surpresa e reconhecimento pelas equipas que por ali transitam. Na imagem divulgada junto da notícia, a oferta destina-se à dupla Pedro Silva e Valter Cardoso, competidores com o número 29 ao volante de um Lancia Ypsilon Rally4.
Uma tradição de apoio informal
A iniciativa de Francisco e Lourenço insere-se num conjunto de manifestações populares que acompanham o rali e que não interferem na competição: são gestos de proximidade que ajudam a criar uma atmosfera própria ao longo dos troços. Para os habitantes locais, traduz-se num acto simples, mas simbólico, de partilha com quem atravessa a ilha a alta velocidade.
Para os espectadores e para as equipas, este tipo de atenção serve também como lembrete da presença ativa das comunidades nas imediações dos percursos. Apesar de não existir ligação institucional à prova, a continuidade do gesto ao longo de mais de dez anos confirma a sua força enquanto memória colectiva ligada ao Rali da Madeira.
- Local: troço entre Santo da Serra e Camacha.
- Iniciativa voluntária desde 2014.
- Exemplo recente envolvendo a dupla Pedro Silva / Valter Cardoso (n.º 29).
Do ponto de vista prático, este tipo de manifestações reforça a necessidade de civismo e da cooperação entre espetadores e organizadores — manter os locais limpos, respeitar indicações de segurança e não interferir com a passagem das equipas são regras básicas que preservam a continuidade de tradições como esta.
| Nome | Relação |
|---|---|
| Francisco Nunes | Voluntário/local |
| Lourenço Freitas | Voluntário/local |
| Pedro Silva / Valter Cardoso | Concorrentes (n.º 29) |
Enquanto manifestação de afecto pelo rali, este gesto confirma que a prova é também palco de pequenas histórias humanas. Para os residentes da zona e para quem visita a ilha durante as jornadas de competição, é um lembrete de que o Rali da Madeira se faz tanto na velocidade dos troços como na atenção de quem os acompanha fora dos cronómetros.