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Tribunal da Relaão mantém prisão preventiva a sete polícias por alegada tortura em esquadras de Lisboa

O Tribunal da Relação de Lisboa confirmou a prisão preventiva aplicada a sete agentes da PSP detidos em março, justificando o perigo de continuação da atividade criminosa e o particular desvalor ético das condutas nas esquadras.

Tribunal da Relaão mantém prisão preventiva a sete polícias por alegada tortura em esquadras de Lisboa
©Ilustração IA Marta Nogueira / propagandistasocial.com

Tribunal mantém medida por risco de continuação de crimes em esquadras

O Tribunal da Relação de Lisboa confirmou a manutenção da prisão preventiva aplicada a sete agentes da PSP detidos em março, no âmbito de uma investigação sobre alegados casos de tortura ocorridos em instalações policiais da capital. Na decisão, os desembargadores sustentam que existe um perigo de continuação da atividade criminal, tendo em conta o local dos factos e a condição profissional dos arguidos.

Segundo o acórdão divulgado pelo tribunal, os juízes valorizaram não só os fortes indícios que pesam sobre os suspeitos como também o contexto em que as alegadas práticas ocorreram: as ocorrências terão tido lugar em esquadras, espaços que conferem autoridade e acesso a pessoas privadas de liberdade. O tribunal refere ainda um comportamento de grupo e a manifesta incapacidade dos arguídos em controlar as ações imputadas.

"Ponderando os locais onde os crimes foram cometidos (esquadras policiais) e a especial qualidade dos arguidos (agentes policiais), foi assinalado [no acórdão] o especial desvalor ético das condutas, a incapacidade de contenção revelada, o desrespeito pelas funções atribuídas e o comportamento grupal demonstrado, concluindo o tribunal existir perigo de continuação da atividade criminosa"

Do total de sete agentes, seis estão ligados à esquadra do Rato e um à esquadra do Bairro Alto. O Tribunal da Relação sublinha que os elementos de prova recolhidos apontam o caminho de uma condenação com penas de prisão efetiva, quando o processo venha a ser julgado.

O caso tinha levado anteriormente às detenções em março e, desde então, a medida de prisão preventiva vinha sendo alvo de apreciação pelas instâncias superiores. A manutenção desta medida implica que os arguidos permanecem recolhidos enquanto decorrem os trâmites processuais, nomeadamente instrução e eventual julgamento.

Para a população local, a decisão suscita reflexões sobre a fiscalização das forças de segurança e a confiança nas instituições que garantem a ordem pública. A acusação, que envolve agentes em serviço em esquadras de Lisboa, coloca também foco na necessidade de transparência das investigações e na proteção dos direitos das pessoas detidas.

As implicações práticas incluem os prazos processuais a cumprir e o acompanhamento das diligências por parte das autoridades competentes. As conclusões do Tribunal da Relação, ao mencionar a previsível condenação com penas concretas, indicam a seriedade dos indícios recolhidos até ao momento, mantendo-se, porém, o princípio da presunção de inocência até decisão final transitada em julgado.

ItemDados
Arguidos detidos7
Esquadras envolvidasRato (6), Bairro Alto (1)
Medida confirmadaPrisão preventiva
Data das detençõesMarço
  • Risco de continuação da atividade criminosa foi determinante para manter a prisão preventiva.
  • Os desembargadores realçaram o desvalor ético e o comportamento grupal dos agentes.
  • Existem fortes indícios que justificam a instrução e apontam para penas efetivas em julgamento.

A Procuradoria‑Geral da República e as autoridades competentes prosseguirão com as diligências necessárias. A comunidade lisboeta acompanhará, nas próximas fases do processo, o desenrolar das investigações e os desdobramentos judiciais, que poderão ter impacto nas práticas e na supervisão das forças policiais no distrito.

Marta Nogueira
Marta IA Correspondente no distrito de Lisboa online

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