Audiência de 25 de junho e o papel central do depoimento
O arranque do julgamento de José Castelo Branco deixou a audiência à espera do elementar contributo probatório: o testemunho da vítima. Na sessão de 25 de junho, o arguido fez-se representar por videochamada e optou por exercer o seu direito ao silêncio, enquanto a vítima, Betty Grafstein, não compareceu por motivos de saúde.
A juíza do Tribunal de Cascais sublinhou que, por se tratar de factos alegadamente ocorridos “entre quatro paredes”, o depoimento da suposta vítima assume carácter decisivo, sendo todos os restantes testemunhos meramente complementares para o apuramento da verdade.
Documentação médica e tradução exigida
Para justificar a ausência de Betty Grafstein, a defesa apresentou um relatório médico. O documento não foi aceite na sessão por não estar traduzido para português, o que levou o tribunal a conceder um novo prazo para a entrega de uma versão oficial. Essa formalidade processual determinou o adiamento da prova essencial e condicionou o calendário.
- 25 de junho — sessão de julgamento realizada;
- 22 de setembro — próxima audiência já agendada;
- Possibilidade de realização do julgamento à porta fechada, a decidir pelo tribunal.
Posição da defesa e expectativas
À saída do tribunal, o advogado de defesa de José Castelo Branco destacou a necessidade de ouvir Betty Grafstein, lembrando que, até ao momento, a vítima não prestou declarações formais perante autoridade judiciária. O advogado sugeriu que o depoimento poderá esclarecer áreas de dúvida do processo, mas recusou considerar a ausência inicial como, por si só, uma vantagem para o arguido.
“Gostaria de ouvir as declarações dela porque tenho muitas dúvidas mesmo que as declarações dela confirmem o conteúdo das acusações.”
O próximo prazo processual e a eventual aceitação do requerimento para julgamento à porta fechada são determinantes para o desenrolar do processo. Para a população, estes desenvolvimentos traduzem-se sobretudo em mais adiamentos e em incerteza sobre o calendário final do julgamento.
| Data | Evento |
|---|---|
| 25/06 | Primeira sessão do julgamento; ausência do depoimento da vítima |
| 22/09 | Próxima audiência agendada |
Para os residentes em Castelo Branco, a causa não tem implicações diretas no quotidiano local, mas segue sob observação pública por envolver figuras conhecidas e questões processuais que ilustram como requisitos formais — como tradução de documentos médicos — podem influenciar o decurso de um julgamento.