A Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco anunciou esta quinta‑feira que vai garantir a atribuição de médico de família a todos os utentes inscritos e residentes no concelho de Castelo Branco até ao final do mês, desde que tenham a inscrição regular no Serviço Nacional de Saúde (SNS). A medida resulta da integração de novos especialistas e da reorganização do funcionamento dos centros de saúde locais.
Reforço de recursos e encerramento de unidade temporária
Na sequência do concurso aberto em junho — que disponibilizou 16 vagas — ingressaram na ULS nove novos médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar, que vão distribuir‑se pelos centros de saúde de Castelo Branco, Alcains e Sertã. Com esta entrada de profissionais, deixará de existir na prática população sem médico de família e a Unidade de Atendimento a Utentes sem Médico de Família, no Centro de Saúde de S. Tiago, será encerrada.
“Esta unidade tinha como objetivo a melhoria contínua de qualidade e uma resposta digna a utentes que, não tendo médico de família até à data da sua criação, tinham acesso difícil, pouco organizado e apenas acesso a cuidados de doença aguda.”
De acordo com o Conselho de Administração da ULS, a atribuição de médico de família será feita ao longo do mês de julho, com prioridade para utentes que residam no município de Castelo Branco — excecionando a área de influência do centro de saúde de Alcains, que terá a sua própria organização.
- Novos médicos: 9 especialistas integrados;
- Vagas inicialmente anunciadas: 16;
- Utentes sem médico na altura do concurso: 21.113 (cerca de 20,5% dos inscritos na ULS).
Os utentes que estavam anteriormente sem médico de família podem esclarecer a sua situação no próprio Centro de Saúde de S. Tiago, onde será prestada orientação sobre o novo médico atribuído e os procedimentos a seguir para efeitos administrativos e de acompanhamento clínico.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Utentes sem médico (na abertura do concurso) | 21.113 |
| Percentagem dos inscritos | 20,5% |
| Vagas abertas | 16 |
| Médicos integrados | 9 |
Para os residentes do distrito, a notícia traduz‑se num reforço do acesso primário e na expectativa de maior continuidade de cuidados. A atribuição generalizada de médico de família facilita não só o acompanhamento de doenças crónicas e a gestão de medicação, como também a referência atempada a cuidados secundários quando necessário.
O conselho de administração sublinha que a reorganização visa melhorar a qualidade dos serviços prestados e eliminar desigualdades no acesso, e apela aos utentes para procederem à confirmação da sua inscrição no SNS caso existam dúvidas sobre a sua situação.