Alterações já em vigor nos centros de saúde da cidade
Os cuidados de saúde primários na cidade de Castelo Branco foram alvo de uma reorganização que entrou em vigor a 1 de julho, na sequência da integração de novos especialistas em Medicina Geral e Familiar (MGF) na ULS de Castelo Branco. A decisão foi tomada em reunião entre os coordenadores das unidades funcionais e o conselho de administração, incidindo sobre a distribuição dos utentes pelos centros de saúde da cidade.
Entre as medidas adotadas está o encerramento da Unidade de Atendimento a Utentes sem Médico de Família, que funcionava no Centro de Saúde de S. Tiago. Segundo a ULS, esta estrutura cumpriu um papel transitório relevante ao garantir acesso organizado a cuidados de doença aguda para pessoas que não tinham médico atribuído, mas não abrangia consultas programadas inscritas nos programas preventivos da DGS.
"[A unidade] teve um papel muito relevante na prestação de cuidados de saúde globais"
Fim das listas sem médico e reforço da prevenção
Com a chegada de novos médicos de MGF, a ULS indica que todos os utentes elegíveis na cidade passarão a ter médico de família atribuído durante o mês de julho. Esta atribuição exige a inscrição regular no SNS e a residência no município de Castelo Branco, com exceção da área coberta pelo Centro de Saúde de Alcains. A entidade sublinha que o novo enquadramento permitirá acesso pleno a consultas de saúde preventiva — como Planeamento Familiar, Saúde Materna, Saúde Infantil, Plano Oncológico — e ao seguimento de doenças crónicas, nomeadamente diabetes e hipertensão arterial.
Os utentes que estavam identificados como "sem médico de família" devem deslocar-se ao Centro de Saúde de S. Tiago para confirmar a nova afetação e obter orientações. A ULS refere ainda a existência de procedimentos específicos para utentes esporádicos (com inscrição não regularizada ou vinculada a outras ULS), remetendo para informação local junto dos serviços.
O que muda na prática para os utentes
- Encerramento da unidade de atendimento a utentes sem médico, no S. Tiago.
- Atribuição de médico de família a todos os residentes elegíveis na cidade, ao longo de julho.
- Integração em programas de saúde preventiva e seguimento de doença crónica, antes não abrangidos pela unidade agora encerrada.
- Orientação presencial no Centro de Saúde de S. Tiago para quem transitava sem médico de família.
Antes e depois da reorganização
| Situação | Antes | Agora |
|---|---|---|
| Utentes sem médico de família | Atendimento em unidade dedicada no S. Tiago | Atribuição de médico de família ao longo de julho |
| Saúde preventiva (DGS) | Acesso limitado na unidade dedicada | Acesso pleno via equipa de MGF |
| Doença crónica | Resposta focada na doença aguda | Seguimento programado (ex.: diabetes, hipertensão) |
Impacto local e próximos passos
O reforço das equipas de MGF e a redistribuição de utentes pelas unidades da cidade representam uma mudança estrutural na porta de entrada do SNS em Castelo Branco. Ao integrar prevenção, vigilância e doença crónica nas equipas de família, espera-se maior continuidade de cuidados, melhor planeamento de consultas e redução de episódios não programados. Para os residentes, a prioridade imediata é confirmar a sua inscrição ativa no SNS e verificar a atribuição do médico no período indicado.
Quem transitava sem médico deve iniciar contactos no Centro de Saúde de S. Tiago, conforme orientação da ULS. Já os denominados utentes esporádicos — com situação administrativa por regularizar ou inscritos noutras ULS — deverão procurar informação junto dos serviços para saber como proceder na cidade de Castelo Branco.
Com a reorganização, a ULS pretende consolidar um modelo assente na proximidade e na prevenção, aproveitando a entrada de novos médicos para garantir cobertura de 100% dos utentes elegíveis na cidade e reduzir desigualdades no acesso.