Curso de Medicina na UTAD: o essencial para alunos, famílias e sistema de saúde
O Mestrado Integrado em Medicina na Universidade de Trás‑os‑Montes e Alto Douro (UTAD) começa já no ano letivo de 2026/2027 e conta com 40 vagas para o próximo Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior. A formalização aconteceu através de um contrato‑programa assinado entre o Instituto para o Ensino Superior, a UTAD, a Unidade Local de Saúde (ULS) de Trás‑os‑Montes e Alto Douro e o Ministério da Educação.
O acordo prevê um investimento global de 12,6 milhões de euros nos próximos quatro anos, dos quais 4,7 milhões são financiados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação. Para além da criação da oferta formativa, o projeto inclui adequação de espaços, equipamento e a conceção do futuro edifício definitivo para o curso.
"O Mestrado Integrado em Medicina na UTAD tem um potencial de impacto muito significativo na qualidade dos serviços de saúde prestados na região, bem como na formação de mais médicos, sobretudo no interior do país"
Segundo a universidade, a fase inicial ocupará instalações requalificadas — nomeadamente a Biblioteca — e será complementada com a criação de um Centro de Competências e Aprendizagem em Ambiente Simulado. Está ainda prevista a aquisição de equipamento científico e pedagógico e o reforço de recursos humanos necessários à formação clínica e teórica.
- Vagas disponíveis no primeiro ano: 40.
- Período de financiamento declarado: 4 anos.
- Entidades parceiras: UTAD, IES, ULS e 21 municípios dos distritos de Vila Real e Viseu.
| Item | Valor/Descrição |
|---|---|
| Investimento total | 12,6 milhões € |
| Contribuição do Ministério | 4,7 milhões € |
| Vagas iniciais | 40 |
O que muda para os candidatos e para a região
Para quem se prepara para concorrer, o processo passa por inscrever‑se no Concurso Nacional de Acesso no calendário habitual do ensino superior. As 40 vagas entram na oferta nacional para o ano letivo de 2026/2027 — pelo que a planificação do ensino secundário, preparação para exames e critérios de acesso mantêm‑se conforme as regras definidas para o concurso.
Do ponto de vista regional, o curso é apresentado como uma resposta à carência de médicos no interior, tanto pela formação inicial como pelas rotações clínicas locais que aproximam os estudantes das realidades das unidades de saúde locais. O contrato‑programa prevê ainda medidas de apoio por parte dos municípios parceiras em aspetos como acolhimento, alojamento e mobilidade durante rotações clínicas.
Para pais e alunos: acompanharem o calendário do concurso e as notas de corte das edições anteriores aconselha‑se como primeiro passo. A UTAD e o Ministério anunciarão detalhes sobre procedimentos de candidatura, condições de ingresso e oferta curricular antes do início do período de inscrições.
Em síntese, trata‑se de uma iniciativa com implicações educativas e assistenciais que exige acompanhamento pelas famílias, direções escolares e autarquias para garantir que a resposta formativa se traduza em oportunidades reais de fixação de profissionais no interior do país.