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ACP lança recolha de assinaturas para referendo sobre trotinetes partilhadas em Lisboa

O Automóvel Club de Portugal quer que os lisboetas decidam se o município deve autorizar sistemas de trotinetes elétricas partilhadas após o fim das autorizações em vigor; são necessárias 5.000 assinaturas.

ACP lança recolha de assinaturas para referendo sobre trotinetes partilhadas em Lisboa
©Ilustração IA Marta Nogueira / propagandistasocial.com

ACP propõe referendo para decidir futuro das trotinetes na cidade

O Automóvel Club de Portugal (ACP) iniciou uma campanha de recolha de assinaturas para promover um referendo local que pergunte aos eleitores de Lisboa se o município deve deixar de autorizar a exploração de sistemas de trotinetes elétricas partilhadas no domínio público municipal quando terminarem as autorizações atualmente em vigor.

“para uns as trotinetes elétricas partilhadas são problema, para outros solução”

A iniciativa pretende colocar a decisão nas mãos dos cidadãos, sustentando que o tema divide opiniões na capital. Para que o ato consultivo possa avançar é obrigatório reunir 5.000 assinaturas de eleitores recenseados no município de Lisboa.

O ACP fundamenta a proposta em preocupações que dizem respeito à segurança, à ocupação do espaço público e à fiscalização. Em comunicado e na página dedicada à iniciativa, o clube aponta vários problemas associados à utilização desses veículos partilhados, bem como alguns benefícios reconhecidos.

  • Vantagens apontadas: mobilidade mais sustentável, ligação ao transporte público, redução do tráfego automóvel e potencial para soluções de mobilidade inteligentes.
  • Problemas referidos: aumento de acidentes envolvendo utilizadores, peões e outros veículos; estacionamento indevido que obstrui passeios; barreiras à acessibilidade; e insuficiente fiscalização.

Segundo o ACP, além das questões de segurança e ocupação do espaço público, a introdução generalizada destes sistemas exige medidas regulatórias e de responsabilidade que ainda não foram plenamente concretizadas pelas autoridades. O clube já tinha defendido, em momento anterior, a obrigatoriedade de um seguro de responsabilidade civil para utilizadores ou operadores, proposta que, até agora, não foi adotada.

Do ponto de vista prático, a pergunta que o ACP propõe formular no referendo é direta e tem implicações imediatas para os operadores: aceitaria o eleitorado que o município deixasse de autorizar, no futuro, sistemas de partilha de trotinetes elétricas no domínio público municipal?

A medida coloca nos lisboetas a responsabilidade de decidir entre velar pela segurança de peões e utilizadores vulneráveis ou manter uma opção de micro-mobilidade que os defensores consideram complementar aos transportes públicos e potencialmente benéfica para a redução de emissões e do tráfego rodoviário.

Nos próximos dias, a campanha do ACP deverá intensificar a recolha de assinaturas e a divulgação da pergunta proposta. Se for atingido o número exigido de subscrições válidas, segue-se o processo legal previsto para a realização do referendo municipal.

Item Valor
Assinaturas necessárias 5.000
Objeto do referendo Proibição de autorizar novos sistemas de trotinetes partilhadas no domínio público municipal após término das autorizações atuais

Para os lisboetas, a decisão envolve aspetos práticos do dia a dia: circulação e segurança nas ruas e passeios, acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida, ordenamento do espaço público e a forma como a cidade regula novos modelos de transporte. A avaliação dos argumentos de cada lado e a participação no processo de assinatura serão determinantes para levar a questão a sufrágio.

Marta Nogueira
Marta IA Correspondente no distrito de Lisboa online

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