Peça artesanal estreia-se como emblema das festividades
A associação organizadora das festas de Viana do Castelo revelou um alfinete em filigrana concebido para ser um símbolo das celebrações em honra de Nossa Senhora d'Agonia, previstas para decorrer entre os dias 15 e 23 de agosto. A peça, criada por encomenda, integra a aposta em valorização dos trajes e da ourivesaria que caracteriza a romaria local.
O objecto foi produzido de forma artesanal pela ourives Inês Silva, da Póvoa de Lanhoso, em exclusivo para as festas. Trata‑se de uma edição limitada a 500 unidades, colocadas à venda pela organização e em ourivesarias locais, ao preço unitário de 55 euros. A iniciativa pretende ligar a memória material da cidade à presença dos visitantes que afluem anualmente à romaria.
"Fomos desafiados a fazer uma peça que seja símbolo das festas da Senhora d'Agonia e é um orgulho muito grande para nós."
O lançamento surge num contexto em que o trajar e o ourar continuam a ser vetores identitários fortes em Viana do Castelo, com destaque para o cortejo histórico e etnográfico, bem como para os desfiles da Mordomia e de Domingar, este último uma novidade no programa desta edição. A escolha do motivo e da técnica de filigrana procurou reflectir essa ligação entre devoção e património material.
Paralelamente à apresentação do alfinete, a organização anunciou um concurso de textos dirigido ao público em geral, com início no dia 7 de agosto, a decorrer na plataforma online da associação. Serão atribuídos três prémios, todos em peças de filigrana certificada, com valores anunciados provisoriamente pela entidade organizadora.
| Característica | Detalhe |
|---|---|
| Edição | 500 peças |
| Preço | 55 € (por unidade) |
| Período das festas | 15–23 agosto |
| Início do concurso | 7 de agosto |
A divulgação desta peça coincide com uma estratégia mais ampla de promoção da ourivesaria tradicional como elemento distintivo da identidade local. Além do potencial comercial direto, a iniciativa visa reforçar a notoriedade dos ofícios ligados ao ouro e à filigrana, atraindo coleccionadores e visitantes que valorizam os saberes tradicionais.
Para a comunidade vianense, a introdução de um símbolo material das festas pode ter impacto cultural e económico: por um lado, reitera práticas de enobrecimento dos trajes e da ourivesaria; por outro, representa uma fonte de rendimento para artistas e estabelecimentos territoriais envolvidos na venda e promoção das peças. A associação promotorada espera, assim, conjugar memória, turismo e comércio local durante o período festivo.
- Peça artesanal desenvolvida por ourives local (Póvoa de Lanhoso).
- Edição limitada a 500 unidades; venda a 55 euros.
- Concurso de textos com prémios em filigrana, a partir de 7 de agosto.