Turismo improvisado traz pressão sobre espaço natural
A Lagoa da Esturranha, localizada na freguesia de Freixieiro de Soutelo, na Serra d’Arga, tornou-se nos últimos anos um destino muito procurado por visitantes atraídos pela cor azul-turquesa da água. Desde que a zona ganhou visibilidade nas redes sociais em 2024, o local recebe centenas de turistas durante os meses de maior afluência, com impacto direto na gestão do espaço.
Do centro de Viana do Castelo até à lagoa percorrem-se pouco mais de 15 quilómetros, o que facilita o acesso por quem procura locais de ar livre próximos da cidade. No entanto, o aumento de visitantes tem trazido problemas que condicionam tanto a experiência dos utentes como a vida dos moradores da área.
Problemas registados e respostas das autoridades
As queixas mais frequentes referem-se ao lixo deixado no local e ao estacionamento indevido junto à Estrada Nacional 305. Em diversas ocasiões a GNR deslocou-se ao local para controlar o trânsito e autuar veículos; segundo os relatos, foram aplicadas multas a dezenas de viaturas. Perante a situação, a Junta de Freguesia organizou ações de limpeza que contaram com a participação de voluntários.
- Problemas: lixo, estacionamento indevido, pressão sobre o espaço natural.
- Ações: intervenções da GNR, multas, ações de limpeza promovidas pela Junta de Freguesia com voluntários.
- Origem da procura: visibilidade nas redes sociais a partir de 2024.
| Item | Descrição |
|---|---|
| Localização | Estrada Nacional 305, Serra d'Arga (Freixieiro de Soutelo) |
| Distância a Viana | pouco mais de 15 km |
| Consequências | lixo, estacionamento indevido, necessidade de fiscalização |
Para os habitantes das zonas próximas, a pressão turística traduz-se em incómodo e riscos rodoviários nas imediações da EN305, além de potenciais danos ao património natural da lagoa se não forem adotadas medidas de gestão do território. Para os visitantes, a presença de lixo e a falta de condições ordenadas podem comprometer a segurança e a qualidade da experiência.
Que medidas podem ser necessárias?
O cenário aponta para a necessidade de uma resposta coordenada entre a Câmara Municipal, a Junta de Freguesia, a GNR e entidades ambientais: sinalética, reforço da fiscalização e campanhas de sensibilização são medidas que já aparecem associadas a situações semelhantes noutros pontos do país. A participação de voluntários em ações de limpeza demonstra disponibilidade comunitária, mas as intervenções pontuais não substituem soluções permanentes de ordenamento e gestão do espaço.
Enquanto não houver respostas estruturadas, a Lagoa da Esturranha continuará a atrair visitantes e a gerar conflitos de uso. Aos residentes resta acompanhar as ações das instituições competentes e reclamar medidas que protejam tanto o ambiente como a segurança viária e a qualidade de vida local.