Reorganização concentra produção em Aveiro e Oliveira do Bairro
A cerâmica Gres Panaria Portugal, detentora da marca Margres, confirmou a deslocalização da sua unidade situada em Ílhavo para Aveiro, integrando o processo numa estratégia de reorganização industrial destinada a reforçar a competitividade e a sustentabilidade do grupo.
Fonte oficial da empresa declarou que a transferência será feita de forma faseada e que, apesar da mudança de instalações, a grande maioria dos cerca de 170 colaboradores actualmente afectos à unidade de Ílhavo deverá permanecer na organização. Os trabalhadores serão realocados conforme as necessidades nas duas unidades que se mantêm em funcionamento — em Aveiro e Oliveira do Bairro.
“A grande maioria dos colaboradores pertencentes aos quadros da empresa continuará a integrar a organização.”
A empresa sublinha que o objectivo da reorganização é a especialização das unidades produtivas e a optimização dos recursos industriais, medidas que considera cruciais para garantir a viabilidade futura face aos desafios do mercado. O processo de negociação com os trabalhadores abrangidos está em curso e, segundo a Gres Panaria, está a ser conduzido com “forte preocupação com as pessoas”, buscando as melhores soluções para os afetados.
- Impacto no emprego: cerca de 170 trabalhadores potencialmente abrangidos pela reorganização.
- Realocação: trabalhadores serão colocados nas unidades de Aveiro e Oliveira do Bairro conforme necessidades produtivas.
- Motivação empresarial: especialização das unidades e optimização de recursos para reforçar competitividade.
A Câmara Municipal de Ílhavo, liderada por uma coligação PSD/CDS-PP, manifestou surpresa e lamentou a decisão, realçando a importância histórica da Margres para a economia local. Em nota, a autarquia expressou solidariedade para com os trabalhadores e preocupação quanto aos impactos da transferência da produção para outro concelho.
Para além das implicações directas em termos laborais, a mudança pode ter efeitos na logística local, nas empresas subcontratadas e na dinâmica económica de Ílhavo, onde a unidade da Margres integrou durante décadas a identidade industrial do concelho.
| Item | Dados |
|---|---|
| Trabalhadores potencialmente afetados | ~170 |
| Unidades que permanecem ativas | Aveiro e Oliveira do Bairro |
| Medida anunciada | Transferência faseada da produção e das equipas |
Os próximos passos anunciados pela empresa referem negociações individuai s com os trabalhadores e a definição de medidas para a sua integração nas unidades remanescentes. Para residentes e trabalhadores de Ílhavo, a prioridade imediata é acompanhar as negociações, esclarecer calendários de transição e garantir respostas sociais e laborais que minimizem perturbações económicas familiares.
À medida que o processo evoluir, seguirá a acompanhar-se a disponibilidade das entidades locais para apoiar os trabalhadores e avaliar o efeito da mudança na economia do concelho.