Reunião procura conciliar investigação e proteção do núcleo arqueológico
Uma sessão de trabalho realizada em Beja a 7 de julho reuniu representantes da Câmara Municipal, do Instituto de Património Cultural, da CCDR Alentejo, arqueólogos e técnicos com o objetivo de avaliar a situação do sítio arqueológico do fórum romano e discutir medidas para a sua salvaguarda, investigação e valorização pública.
O sítio, situado na Rua da Moeda, fica no interior da malha urbana, atrás dos edifícios do Conservatório Regional, da Autoridade Tributária e Aduaneira (Finanças) e do Centro de Arqueologia e Artes de Beja. A sua localização no centro da cidade motiva a necessidade de coordenação entre várias entidades com responsabilidades na gestão do património.
Durante a reunião foram abordadas questões centrais para o futuro do local: proteção do sítio, conservação das estruturas arqueológicas existentes, aprofundamento do conhecimento científico e a criação das condições para uma futura valorização pública do conjunto patrimonial, segundo informação divulgada pela Câmara Municipal de Beja.
- Localização: Rua da Moeda, no centro urbano de Beja;
- Objetivos: proteção, conservação, investigação e valorização pública;
- Entidades presentes: Câmara de Beja, Instituto de Património Cultural, CCDR Alentejo, equipa científica do projeto “Arqueologia das Cidades de Beja” e técnicos responsáveis pelos trabalhos no terreno.
A responsável científica do projeto “Arqueologia das Cidades de Beja”, Maria da Conceição Lopes, esteve presente, assim como técnicos da Câmara e da empresa Archaetools, encarregue dos trabalhos de limpeza e desmatação do sítio. Participaram ainda o vice-presidente da CCDR Alentejo, o vereador da Cultura e Património da Câmara Municipal e a vice-presidente do Património Cultural, além de vários diretores de departamento e serviço.
“Um momento importante de diálogo institucional, tendo em vista a definição de soluções adequadas, sustentáveis e compatíveis com a relevância histórica, arqueológica e urbana.”
Para a autarquia, o fórum romano constitui um dos espaços fundamentais à compreensão da antiga Pax Iulia e da longa história urbana de Beja. A integração qualificada daquele núcleo patrimonial na leitura histórica da cidade é vista como prioridade, mas depende da articulação institucional e de medidas práticas de conservação e valorização.
A proximidade do sítio a equipamentos públicos e a sua inserção no centro urbano colocam desafios concretos: além da investigação científica necessária para aprofundar o conhecimento sobre as estruturas existentes, impõe-se definir mecanismos de proteção face a pressões urbanísticas, assegurar intervenções de conservação compatíveis com boas práticas arqueológicas e preparar um projeto de valorização que possibilite, no futuro, fruir publicamente esse fragmento do património local.
| Entidades | Função na reunião |
|---|---|
| Câmara Municipal de Beja | Coordenação e planeamento local |
| Instituto do Património Cultural | Orientação técnica e normativa |
| CCDR Alentejo | Articulação regional |
| Projeto “Arqueologia das Cidades de Beja” | Responsável científica/estudo |
| Archaetools | Trabalhos de limpeza e desmatação |
Os avanços decorrentes do encontro serão determinantes para calendarizar intervenções, definir responsabilidades e procurar fontes de financiamento que apoiem estudos aprofundados e ações de conservação. Para os habitantes de Beja, uma abordagem coordenada significa, no futuro, maior conhecimento público sobre as origens da cidade e maior proteção de um património integrado no tecido urbano.