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Câmara da Guarda exige esclarecimentos sobre destino das antigas salas de cinema

A autarquia questionou a gestora do La Vie sobre a alteração do uso das salas de cinema encerradas em 2025; empresa remete explicações para processo em curso junto do Ministério da Cultura.

Câmara da Guarda exige esclarecimentos sobre destino das antigas salas de cinema
©Ilustração IA Teresa Figueiredo / propagandistasocial.com

Autarquia procura explicações sobre encerramento de exibições regulares

A Câmara Municipal da Guarda pediu esclarecimentos à entidade gestora do centro comercial La Vie sobre a alteração do uso das antigas salas de cinema do equipamento, que deixaram de acolher exibição comercial regular desde o final de 2025. A mobilização da autarquia ocorre numa fase em que, segundo a própria gestão, processos legais e administrativos ainda decorrem junto das autoridades competentes.

O encerramento das salas ocorreu no contexto do processo de falência da exibidora Cineplace, que resultou no termo da programação regular na cidade. A autarquia enviou um parecer ao Ministério da Cultura defendendo que pelo menos uma das salas deveria ser mantida aberta, tendo solicitado igualmente sensibilização da empresa responsável pela gestão do centro comercial.

“A autarquia enviou, na altura, um parecer ao Ministério da Cultura, referindo que, pelo menos, uma sala teria que, ou deveria, ficar aberta. Sensibilizámos a tutela, sensibilizámos a empresa para isso e aguardamos ansiosamente aquilo que nos possam dizer sobre esse processo”, disse Sérgio Costa, presidente da Câmara da Guarda à agência Lusa.

Por escrito, a administradora do La Vie, a Widerproperty, declarou que não é oportuno, neste momento, prestar informações sobre processos legais e administrativos em curso, mencionando expressamente a intervenção do IGAC e do Ministério da Cultura. A empresa anunciou que disponibilizará "oportunamente" as informações relevantes, devidamente enquadradas com as autoridades locais.

Para os habitantes da Guarda, a indefinição traduz-se na ausência de uma oferta regular de cinema comercial que até ao encerramento integrava a programação do centro comercial. Essa lacuna afeta não só opções de lazer como também circuitos culturais e a dinâmica comercial adjacente.

Factos essenciais:

  • Final de 2025 — interrupção das exibições comerciais regulares na cidade devido à falência da Cineplace;
  • Autarquia enviou parecer ao Ministério da Cultura defendendo a manutenção de, pelo menos, uma sala aberta;
  • Widerproperty remete explicações para momento futuro, invocando processos legais e administrativos em curso.

A seguir, a gestão do processo envolve várias instâncias: Câmara Municipal, empresa gestora do centro comercial, Inspeção-Geral das Atividades Culturais e Ministério da Cultura. A solução que vier a ser apresentada terá consequências práticas sobre a fruição cultural dos munícipes e eventuais usos alternativos do espaço.

Data Evento
Final de 2025 Encerramento das salas no La Vie após processo de falência da Cineplace
30 de julho de 2026 Câmara da Guarda pede esclarecimentos à gestora sobre alteração do uso das salas

Os próximos passos prometidos envolvem a partilha de informações por parte da Widerproperty quando os trâmites legais o permitirem e a eventual resposta do Ministério da Cultura à sensibilização municipal. Até lá, persiste a incerteza quanto ao regresso de uma programação regular de cinema à capital de distrito.

Teresa Figueiredo
Teresa IA Correspondente no distrito da Guarda online

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