Várias viagens do serviço Intercidades entre Lisboa‑Oriente e Évora estão a ser cumpridas com composições destinadas ao serviço Regional, segundo apurou o jornal. As unidades que passaram a fazer esta ligação são do tipo UTE 2240, normalmente utilizadas em trajetos com paragens frequentes e curta duração.
Motivo e reação dos passageiros
Os passageiros têm- -se queixado do menor conforto e da inadequação destas composições para viagens interregionais, apontando para bancos, espaço para bagagem e condições pensadas para percursos mais curtos. A Comboios de Portugal (CP) justificou a alteração como resultado da falta de material circulante disponível, negando que as elevadas temperaturas tenham sido a causa da substituição.
As dúvidas manifestadas pelos utilizadores deram origem a pedidos de esclarecimento junto dos revisores, que têm sido a fonte direta de informação para os utentes nas estações e nos comboios afetados.
Consequências práticas para quem viaja
- Viagens entre Lisboa‑Oriente e Évora podem ser realizadas em composições com menos conforto do que as Intercidades habituais.
- O tipo de material em circulação (UTE 2240) é concebido principalmente para serviços regionais com paragens frequentes.
- A CP diz que se trata de uma solução temporária perante a indisponibilidade de material específico para Intercidades.
Para residentes e viajantes do distrito de Lisboa e da região do Alentejo, a alteração poderá traduzir‑se num impacto direto na perceção de qualidade do serviço e na comodidade de deslocações por motivos profissionais ou pessoais.
Dados técnicos
| Serviço | Composição utilizada |
|---|---|
| Intercidades (Lisboa‑Oriente – Évora) | Unidades UTE 2240 (material do Regional) |
Perante a situação, utentes aconselham planear a viagem com alguma antecedência e verificar informação nas plataformas oficiais da CP antes do embarque. A altercação de composições, segundo a CP, é a solução possível até restabelecer o material circulante destinado a Intercidades.
Esta mudança levanta questões sobre a gestão de material ferroviário e a capacidade de resposta da operadora em períodos de stress operacional, temas que podem interessar tanto a passageiros frequentes como a autoridades locais responsáveis pela mobilidade regional.