Entre quinta e sexta-feira, as unidades de saúde de Ceuta registaram um intenso afluxo de pessoas oriundas de Marrocos. Segundo dados do Instituto Nacional de Gestão Sanitária, foram atendidas 613 pessoas no Hospital Universitário de Ceuta e em centros de saúde, das quais 12 foram internadas, incluindo uma em cuidados intensivos e duas na neonatologia.
Distribuição dos atendimentos e resposta dos serviços
Os socorros mobilizados cobriram vários pontos: os quatro corpos médicos do serviço de emergência 061 prestaram cuidados a 198 pessoas; a urgência hospitalar recebeu 187 atendimentos e o centro de saúde de Otero acolheu 76 pessoas. As autoridades indicam que a atividade regular dos serviços hospitalares não sofreu interrupções significativas apesar da pressão adicional.
Mortes recuperadas e operações de busca
Paralelamente aos atendimentos, as equipas de segurança e emergência continuaram a recuperar cadáveres na costa de Ceuta. Nos dois dias em causa, foram contabilizados 67 corpos encontrados no mar, elevando para 92 o número de migrantes que morreram este ano ao tentar entrar a nado em Ceuta. A Guarda Civil prossegue as operações de localização no entorno do espigão fronteiriço do Tarajal, ponto onde se localizaram a totalidade dos corpos recuperados recentemente.
Contexto e implicações
Os movimentos massivos de pessoas que entraram na cidade sem recorrer aos mecanismos legais sobrecarregaram serviços locais e evidenciam os riscos sanitários e humanitários associados às travessias irregulares. As autoridades admitem que o número de mortos pode ainda aumentar, na medida em que a localização de corpos e a identificação das vítimas prosseguem.
- 613 pessoas atendidas em hospitais e centros de saúde;
- 12 internamentos, incluindo 1 em UCI e 2 em neonatologia;
- 67 cadáveres recuperados em dois dias; total de 92 mortes no ano.
| Local/Serviço | Atendimentos |
|---|---|
| Serviço de emergência 061 | 198 |
| Urgência do hospital | 187 |
| Centro de saúde de Otero | 76 |
| Total hospital/centros | 613 |
A situação reforça a necessidade de coordenação entre serviços de saúde, forças de segurança e organismos humanitários para responder tanto às necessidades imediatas de cuidados como às implicações de saúde pública decorrentes destes movimentos. As equipas locais continuam em operação e as autoridades monitorizam a situação enquanto decorrem as labores de recuperação e assistência.