Mostra reúne trabalho produzido a partir da experiência da Mina de Sal‑Gema
A Galeria do Convento do Espírito Santo, em Loulé, abre ao público a exposição Girl, it's not that deep entre 17 de julho e 12 de setembro de 2026. A mostra apresenta trabalhos inéditos das artistas Beatriz Brum, Isabel Medeiros e Maria Marques Moderno, com curadoria de Jesse James, organizada pela associação Alfaia - Arte e Comunidade.
Aquele projecto resulta de um programa de residências artísticas que articulou investigação e criação entre Loulé, Lisboa e Ponta Delgada. Os trabalhos expostos nascem, em grande parte, da experiência conjunta das artistas na Mina de Sal‑Gema de Loulé, onde a confrontação com temporalidades geológicas foi determinante para as propostas apresentadas.
"Girl, it's not that deep" funciona simultaneamente como gesto de ironia e prática de reequilíbrio.
A exposição propõe uma leitura crítica da aceleração cultural contemporânea, recorrendo a processos de cristalização, práticas de proteção, cartografias afetivas e especulações cosmológicas. Segundo a organização, a expressão que dá título à mostra — amplamente difundida na cultura digital — é reciclada aqui como instrumento para relativizar e reposicionar a experiência humana face a escalas temporais muito superiores às que habitualmente compreendemos.
- Período: 17/07/2026 a 12/09/2026
- Local: Galeria do Convento do Espírito Santo, Loulé
- Artistas: Beatriz Brum, Isabel Medeiros, Maria Marques Moderno
- Curadoria: Jesse James
Os horários de visita são de terça a sábado, das 10h00 às 13h30 e das 14h30 às 18h00. A entrada e condições de visita não foram detalhadas na informação de divulgação, pelo que se recomenda aos interessados contactar a organização ou a própria galeria para esclarecimentos sobre actividades paralelas, visitas guiadas ou condicionamentos específicos.
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Datas | 17/07/2026 — 12/09/2026 |
| Horário | Terça–Sábado, 10h00–13h30; 14h30–18h00 |
| Organização | Alfaia — Arte e Comunidade |
Para os residentes de Loulé, a exposição representa uma oportunidade de contacto directo com um trabalho que liga práticas artísticas contemporâneas a um elemento do património local — a mina de sal‑gema — e que estimula reflexões sobre tempo, memória e cuidado comunitário. A realização do projecto no contexto das residências evidencia também o papel da cidade como plataforma de produção cultural que envolve redes interterritoriais.
Quem pretender acompanhar a programação ou obter informações práticas deverá consultar os canais da Alfaia e da Galeria do Convento do Espírito Santo, onde poderão surgir anúncios de acções educativas e visitas orientadas que complementem a oferta expositiva.