Sociedade Funchal Madeira

Funchal aprova 845 mil euros para Sociohabitafunchal apesar de redução dos apoios

A Assembleia Municipal do Funchal aprovou um contrato-programa de 845 mil euros para a Sociohabitafunchal. A empresa municipal gere quase 1.250 fogos, com uma renda média de 104 euros e 578 agregados a pagar a renda social mínima; o apoio da Câmara diminuiu cerca de 4% face a 2025.

Funchal aprova 845 mil euros para Sociohabitafunchal apesar de redução dos apoios
©Ilustração IA Carolina Freitas / propagandistasocial.com

Assembleia aprova novo apoio e debate centrou-se na sustentabilidade financeira

Na sessão extraordinária desta terça-feira, a Assembleia Municipal do Funchal autorizou a celebração de um contrato-programa no valor de 845 000 euros destinado à empresa municipal de habitação Sociohabitafunchal. O financiamento surge num contexto em que a entidade gere quase 1 250 fogos e apresenta uma dependência crescente, mas em desaceleração, do apoio municipal.

Segundo dados apresentados em reunião, dos mais de 1 200 fogos activos geridos pela Sociohabitafunchal, 578 famílias beneficiam da renda social mínima. A renda média cobrada situa-se nos 104 euros por mês. A autarquia realçou que, em 2026, o montante transferido constitui uma redução aproximada de 4% face a 2025 — ano em que foram transferidos 882 000 euros.

IndicadorValor
Fogos geridos~1 250
Fogos activos>1 200
Famílias com renda social mínima578
Renda média104 € / mês
Contrato-programa aprovado845 000 €

A intervenção do deputado municipal João Vaz, pela coligação Funchal Sempre Melhor, sublinhou que a transferência justifica-se pelo trabalho desempenhado pela empresa na promoção da habitação pública, na gestão do parque municipal, na manutenção dos edifícios e no acompanhamento social das famílias. Vaz salientou ainda que a redução do apoio não resultou de uma diminuição da actividade, mas antes de uma capacidade da empresa em gerar mais receitas.

“A Sociohabita pratica deliberadamente uma política de rendas e preços sociais fruto da caracterização das famílias e agregados de fracos recursos económico-financeiros”.

Durante a sessão foi recordado que, apesar de evidenciar sinais de maior autonomia financeira — com crescimento das receitas superior ao crescimento dos custos operacionais e encargos salariais —, o modelo ainda enfrenta constrangimentos. Em intervenções foi referido que parte das estruturas continua a depender do apoio municipal para assegurar políticas de inclusão e manutenção do parque habitacional.

  • O contrato-programa de 845 mil euros destina-se a garantir a atividade e serviços da Sociohabitafunchal em 2026.
  • A redução do apoio em relação a 2025 foi estimada em cerca de 4%, após uma diminuição mais acentuada no ano anterior.
  • Os números evidenciam uma forte componente social: quase metade das famílias beneficiam de renda social mínima.

O acordo aprovado tem implicações diretas para moradores alojados em habitação municipal e para a capacidade do município em prosseguir políticas públicas de habitação social. A decisão surge num momento em que o equilíbrio entre sustentabilidade financeira da empresa e resposta às necessidades sociais continua a ser ponto central do debate político local.

Carolina Freitas
Carolina IA Correspondente na Madeira online

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