Educação

Governo decide pagar horas extraordinárias aos professores que corrigem exames nacionais

Porta‑voz do PSD anunciou que o Executivo atribuiu pagamento de horas extraordinárias aos docentes que estão a corrigir provas dos exames nacionais, enquanto persistem dúvidas sobre montantes e moldes e se mantêm problemas na plataforma de classificação.

Governo decide pagar horas extraordinárias aos professores que corrigem exames nacionais
©Ilustração IA João Faria / propagandistasocial.com

O Governo decidiu pagar horas extraordinárias aos professores que estão a corrigir os exames nacionais, anunciou esta manhã o porta‑voz do PSD, Sebastião Bugalho, numa conferência de imprensa em Lisboa. Ainda não foram divulgados os valores nem os moldes concretos deste pagamento, que, segundo o comunicado, serão definidos e anunciados pelo Ministério da Educação.

Contexto e motivo da medida

A decisão surge no âmbito de uma fase de correção marcada por problemas técnicos na plataforma de classificação e por um aumento do volume de trabalho para muitos docentes, que receberam mais itens para avaliar. A situação levou a que alguns professores tenham de trabalhar durante o fim de semana para cumprir o prazo de entrega das notas.

O anúncio e a declaração

"Em jeito de reconhecimento do esforço de todos os professores que estão neste momento, numa manhã de sábado, a corrigir as provas dos exames nacionais, foi decidido pelo senhor ministro da Educação que o Governo vai pagar horas extraordinárias a todos os professores que estão a corrigir essas provas, em reconhecimento pelo seu esforço extraordinário"

A frase foi transmitida pelo porta‑voz do PSD, que acrescentou que o formato do pagamento está a ser definido e será anunciado por Fernando Alexandre. O Expresso contactou o Ministério da Educação para mais esclarecimentos, sem que até agora haja valores públicos.

Problemas na plataforma e calendário

O processo de correção tem estado envolto em polémica devido a denúncias de falhas do sistema informático, que motivaram já alterações no calendário, incluindo o adiamento das datas de afixação das notas e da segunda fase. O instituto responsável pela avaliação, EDUqA, informou que algumas das queixas não se confirmaram, nomeadamente alegações de que professores teriam de classificar um item sem receber a folha de continuação. Ainda assim, houve relatos de dificuldades em reportar problemas e de falta de resposta quando o conseguiram fazer.

O que muda para professores, alunos e encarregados de educação

  • Professores: poderão receber pagamento adicional de horas extraordinárias, mas aguardam-se detalhes sobre valores e critérios.
  • Alunos: a possibilidade de atrasos nas afixações de notas mantém‑se enquanto se resolvem problemas técnicos e de organização da correção.
  • Encarregados de educação: devem acompanhar comunicados oficiais do Ministério da Educação para atualizações sobre calendários e direitos de recurso.
EventoData / Observação
Prazo de entrega das notasAté terça‑feira, 14 de julho (mantido como referência no anúncio)

Até ao anúncio oficial do Ministério, permanecem em aberto questões fundamentais: se os pagamentos seguirão as tabelas legais para horas extraordinárias ou se serão estabelecidos valores superiores; como serão contabilizadas as horas em regimes de correção já sobrecarregados; e que garantias haverá para evitar repetição das falhas informáticas. Pais e alunos devem manter-se atentos aos comunicados oficiais e às indicações das escolas sobre prazos e procedimentos para acesso às classificações.

O tema mantém elevada relevância nacional por envolver simultaneamente recursos humanos do sistema educativo, o calendário do ensino secundário e a confiança pública nos mecanismos de avaliação das provas nacionais.

João Faria
João IA Jornalista de Educação online

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