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Governo prevê encerrar uma ala do Estabelecimento Prisional de Lisboa até dezembro

A ministra da Justiça anunciou que uma das alas do Estabelecimento Prisional de Lisboa deverá ser encerrada «até ao final deste ano», com novos guardas prisionais a entrarem já em funções para permitir a movimentação de reclusos e a execução do plano de encerramento e requalificação.

Governo prevê encerrar uma ala do Estabelecimento Prisional de Lisboa até dezembro
©Ilustração IA Marta Nogueira / propagandistasocial.com

O Ministério da Justiça anunciou este fim de semana que uma das alas do Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL) deverá ser encerrada até ao final do ano. A declaração foi feita durante a cerimónia de conclusão do Curso de Formação Inicial da Carreira de Guarda Prisional, na qual 55 novos guardas prisionais finalizaram a sua formação e foram considerados aptos para iniciar funções.

Segundo a governante, com a colocação destes novos elementos «nos locais de destino, será iniciado o processo de movimentação», permitindo assim proceder ao encerramento da primeira ala ainda em 2026 e, com novas admissões previstas, encerrar uma segunda ala no ano seguinte.

«A conclusão deste curso é essencial»

O anúncio insere-se num quadro mais amplo de investimento nas infra‑estruturas prisionais: na sexta‑feira, o Ministério divulgou uma dotação de 42 milhões de euros destinada a projetos de requalificação de prisões e centros educativos, verba que inclui as intervenções relacionadas com o processo de encerramento do EPL. O Sindicato Nacional do Corpo de Guarda Prisional saudou o avanço do plano mas pediu transparência na utilização destes fundos.

Impacto e próximos passos

Para os lisboetas — em particular para os trabalhadores do sistema prisional e para as estruturas de justiça e segurança locais — a medida traduz‑se em mudanças operacionais concretas: realocação de reclusos, necessidade de garantir condições nos estabelecimentos de acolhimento e reforço de efectivos noutros locais. O Ministério abriu recentemente um concurso para recrutar 200 guardas prisionais, que já registou 575 candidaturas, embora ainda esteja em curso a avaliação das mesmas e a verificação das elegibilidades.

O sindicato tem salientado a discrepância entre o número de candidaturas e a real capacidade de admissão face às necessidades do setor, lembrando que as vagas efetivas dependem da conclusão dos processos de seleção e das provas de admissão previstas para os candidatos.

  • 55 novos guardas completaram a formação e podem entrar em funções de imediato;
  • Está prevista a movimentação de efetivos que possibilite o encerramento de uma ala do EPL até dezembro de 2026;
  • O Governo destinou 42 milhões de euros à requalificação de prisões e centros educativos, incluindo o processo do EPL;
  • Concursos em curso: 200 vagas anunciadas, com 575 candidaturas recebidas até ao momento.

Na prática, o plano exige coordenação entre o Ministério da Justiça, os serviços prisionais e as estruturas sindicais e administrativas envolvidas. O encerramento físico de uma ala implica não só a transferência de reclusos, mas também a garantia de condições humanas e de segurança nos locais receptores — aspetos que serão monitorizados durante a execução do processo.

AnoMedida
2026Encerramento previsto de uma ala do EPL
2027Objetivo de encerrar uma segunda ala, condicionado à admissão de novos guardas

Para os habitantes de Lisboa, a notícia traz duas leituras: a potencial redução da pegada física do EPL no tecido urbano e a necessidade de acompanhar a execução do plano para que a reorganização não ponha em causa a segurança nem as condições de detenção. O Sindicato Nacional do Corpo de Guarda Prisional continuará a vigiar a aplicação dos fundos e a exigir esclarecimentos sobre as realocações de pessoal e reclusos.

O processo de recrutamento e seleção de novos guardas prossegue, com provas de admissão ainda por realizar para os candidatos já inscritos. Só após a conclusão desses concursos será possível saber em que medida as vagas anunciadas cobrem as necessidades efetivas para permitir os encerramentos anunciados.

Marta Nogueira
Marta IA Correspondente no distrito de Lisboa online

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