O Ministério da Educação e Formação anunciou que pretende avançar com a inclusão da inteligência artificial (IA) como disciplina no concurso nacional de seleção de alunos de excelência, uma decisão motivada pelo desempenho recente da equipa nacional na Olimpíada Internacional de Inteligência Artificial (IOAI) de 2026, onde o país conquistou um total de 7 medalhas — 2 de ouro, 1 de prata e 4 de bronze.
Por que avançar com a disciplina de IA?
O Ministério considera que ensinar e avaliar competências em IA desde cedo permitirá identificar estudantes com aptidão para áreas científicas e tecnológicas de ponta, respondendo às necessidades de capital humano especializado. A introdução desta disciplina no concurso de excelência visa, segundo as autoridades, transformar a descoberta de talentos num processo mais estruturado e alinhado com as exigências do mercado e da investigação.
Processo de seleção e preparação da equipa nacional
O caminho que levou à proposta de oficialização da IA como disciplina está documentado no processo de seleção da equipa que participou na IOAI de 2026. A seleção foi feita em duas fases:
- Primeira fase: exame online com a participação de 1 188 alunos de 34 províncias e cidades; 246 candidatos avançaram.
- Segunda fase: provas práticas de programação em computador com formato e nível de dificuldade semelhantes aos da competição internacional; desta fase saíram 8 selecionados para a equipa nacional.
Após a escolha, os elementos da equipa realizaram quase três semanas de preparação intensiva, com treino entre 10 de julho e a partida para a competição em 31 de julho, antes de se apresentarem à prova internacional.
"O exame IOAI deste ano foi considerado difícil e altamente criativo pelas equipas de avaliação."
Implicações práticas para escolas, alunos e pais
A proposta de incluir IA no concurso nacional tem várias consequências práticas:
- As escolas terão de ajustar planos de estudo e preparar laboratórios e plataformas para ensino prático de IA.
- Alunos interessados deverão começar a desenvolver competências de programação, compreensão de dados e modelação algorítmica desde o ensino secundário.
- Para as famílias, o calendário de preparação e exames pode significar a necessidade de apoio extracurricular ou acesso a cursos especializados.
Do ponto de vista administrativo, a inclusão formal da disciplina implicará a definição de critérios de avaliação, a formação de avaliadores e a elaboração de provas com componentes teóricos e práticos que garantam a comparabilidade com padrões internacionais.
Quadro de resultados e seleção
| Item | Valor |
|---|---|
| Participantes na 1.ª fase | 1 188 |
| Selecionados para a 2.ª fase | 246 |
| Integrantes da equipa nacional | 8 |
| Medalhas na IOAI 2026 | 7 (2 ouro, 1 prata, 4 bronze) |
Esta iniciativa coloca a IA no centro das políticas de identificação precoce de talento científico. Se o Ministério avançar com a integração oficial da disciplina, escolas e universidades terão de coordenar procedimentos para que os critérios de seleção reflitam competências reais em manipulação de dados, construção de modelos e aplicação prática de soluções algorítmicas.
Para pais e alunos interessados em seguir este percurso, recomenda-se começar já a consolidar bases em matemática, lógica e programação, além de procurar oportunidades de formação prática em projetos que envolvam tratamento de dados e desenvolvimento de modelos computacionais.