Autarquias tomam iniciativa para coordenação regional
Os municípios de Guimarães e de Braga anunciaram, esta terça‑feira, o compromisso de avançar com o processo de criação da Área Metropolitana do Minho. O entendimento foi formalizado no final de uma reunião de trabalho realizada na Falperra, numa zona limite entre os dois concelhos, e visa estabelecer uma estrutura que coordene e operacionalize políticas conjuntas para a região.
Segundo os autarcas, a nova entidade partirá das comunidades intermunicipais do Cávado e do Ave, e existe abertura para que o distrito de Viana do Castelo venha a integrar o projeto. O objectivo declarado é transformar um processo de estudo e debate em medidas práticas que melhorem a vida quotidiana das populações e permitam uma melhor articulação estratégica junto do Governo central.
"Este é um processo que não está apenas centralizado nestas duas câmaras... temos a obrigação e a responsabilidade acrescida de o espoletar", afirmou um dos presidentes municipais, sublinhando a necessidade de passos concretos.
Os dois presidentes consideram que, por serem os maiores polos urbanos da região, têm a responsabilidade de liderar o impulso político inicial e irão formalizar o pedido de audiência ao primeiro‑ministro, Luís Montenegro, para apresentar o projeto e discutir a sua operacionalização.
- Base institucional: comunidades intermunicipais do Cávado e do Ave.
- Possível alargamento: participação de Viana do Castelo nas conversas já em curso.
- Prioridades anunciadas: coordenação de políticas regionais e aproveitamento de sinergias, nomeadamente na mobilidade.
O avanço para a área metropolitana coloca em cima da mesa questões práticas para Guimarães: a forma como serão partilhados recursos e competências, a coordenação dos transportes públicos e o acesso a mecanismos de financiamento nacional e europeu. Para os munícipes, isso pode traduzir‑se em alterações na gestão de serviços, em projetos de mobilidade intermunicipal mais integrados e em maior capacidade de atração de investimento para a região.
| Entidade | Papel referido |
|---|---|
| Guimarães | Co‑promotor e polo urbano |
| Braga | Co‑promotor e polo urbano |
| Cávado e Ave (CIM) | Base institucional para a nova estrutura |
| Viana do Castelo | Potencial participante nas conversas |
Os próximos passos mencionados passam pela formalização do pedido de reunião com o Governo e por envolver as demais forças políticas e municípios da região para consolidar um projeto que, nas palavras dos intervenientes, deve deixar de ser apenas objeto de estudos e de declarações e ganhar medidas concretas.
Para Guimarães, a criação de uma área metropolitana significa integrar‑se numa estrutura que pretende ter "peso" nas decisões nacionais e promover políticas conjuntas que respondam às necessidades regionais — um processo que exige negociação política, clareza sobre competências e calendários para implementação.