Guimarães como palco de experimentação em mobilidade
Guimarães recebeu, na última semana, o CIVITAS Summer Course 2026, uma iniciativa que reuniu especialistas, investigadores e técnicos de mobilidade de vários países europeus no Laboratório da Paisagem. O encontro centrou-se em formas práticas de comunicar e implementar medidas de transporte urbano que aumentem a aceitação pública e integrem soluções técnicas com vida quotidiana da cidade.
Ao longo dos trabalhos foram abordados três desafios identificados pela Câmara Municipal: multimodalidade (melhorar a ligação entre o Terminal Rodoviário e a Estação de Caminho de Ferro), mobilidade escolar (rotas seguras e inclusivas para crianças) e logística urbana (reconfiguração da distribuição de mercadorias no centro histórico).
- Participantes: profissionais de Irlanda, Grécia, Turquia, Sérvia e Estónia, entre outros.
- Coordenação local: Anita Pinto, chefe da Divisão de Mobilidade da Câmara Municipal.
- Representação municipal: presença da vereadora da Mobilidade, Vânia Dias da Silva.
Os participantes trabalharam em grupos para conceber respostas concretas aos três temas, com atenção especial à forma como as propostas são comunicadas às comunidades. O evento teve o acompanhamento de formadoras internacionais, destacando-se a participação de Jill Warren, especialista com experiência em estratégias de advocacy e participação pública.
| Data | Local | Temas |
|---|---|---|
| Semana passada | Laboratório da Paisagem | Multimodalidade, Mobilidade escolar, Logística urbana |
Na sessão de encerramento foram apresentadas propostas finais e entregues certificados, momento que a organização usou para reforçar a vocação de Guimarães como espaço de ensaio para soluções urbanas. A autarquia pretende acompanhar os resultados do curso e considerar a implementação das medidas que se mostrem viáveis e adequadas ao tecido urbano e social da cidade.
"laboratório vivo"
Para os residentes, a participação da cidade neste tipo de iniciativas traduz-se numa oportunidade de melhoria dos acessos e da segurança, em particular nas rotas escolares, e numa tentativa de conciliar a atividade económica do centro histórico com a preservação do património. Cabe agora aos serviços municipais avaliar as propostas e definir prioridades operacionais e financeiras para transformar ideias em intervenções concretas.