Unidade domiciliar reduz pressão nos serviços de internamento
A Unidade de Hospitalização Domiciliária (UHD) do Hospital de Cascais evitou 3.880 dias de internamento convencional durante 2026, segundo números divulgados pela instituição. O resultado traduziu-se, de acordo com o hospital, numa economia potencial superior a 1.000.000 euros e numa maior disponibilidade de camas para pacientes com necessidades mais agudas.
Inaugurada em 2010 e implementada como modelo de hospitalização domiciliária em 2024 com apenas 5 leitos, a UHD passou a operar com 35 leitos neste ano e tem como objetivo atingir os 45 leitos até ao final de 2026. Em junho, a unidade tinha já gerido mais de 500 altas hospitalares com supervisão clínica contínua.
O hospital destaca que o modelo permite reduzir custos associados às internamentos convencionais e manter a qualidade clínica, apoiando-se em tecnologia para monitorização e análise de dados. Segundo os dados fornecidos, houve um aumento de 16% nas descargas nos primeiros seis meses de 2026 face ao mesmo período de 2025, e mais de 80% das admissões na UHD provêm diretamente do serviço de urgência.
“A expansão e os resultados clínicos positivos da hospitalização domiciliar demonstram que é possível tratar pacientes com a mesma qualidade clínica, mas em um ambiente mais favorável, utilizando tecnologia para monitoramento de pacientes e análise de dados, além de garantir maior eficiência do sistema”, afirmou José Bento, Presidente do Conselho de Administração do Hospital de Cascais.
Para os habitantes de Cascais, a evolução da UHD tem efeitos concretos: menos tempo de internamento no hospital para doentes elegíveis, menor exposição a infecções nosocomiais e ocupação mais célere de camas por casos agudos que exigem cuidados presenciais. A entrada predominante de doentes vindos da urgência permite também um desanuviamento do serviço de emergência quando a transição para cuidados domiciliários é possível.
Principais indicadores da UHD do Hospital de Cascais:
- 3.880 dias de internamento evitados em 2026;
- 35 leitos em funcionamento (meta: 45 até fim de 2026);
- Mais de 500 altas geridas sob supervisão clínica até junho de 2026;
- Aumento de 16% nas descargas comparando semestres (2026 vs 2025);
- Mais de 80% das admissões originadas na urgência.
Os números tornam-se mais claros na tabela seguinte:
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Dias de internamento evitados (2026) | 3.880 |
| Leitos no arranque (2024) | 5 |
| Leitos em operação (2026) | 35 |
| Objetivo de leitos até final de 2026 | 45 |
| Altas geridas até junho | >500 |
| Variação nas descargas (1.º semestre 2026 vs 2025) | +16% |
| Percentagem de admissões vindas da urgência | >80% |
O modelo de hospitalização domiciliária representa, no contexto local, uma alternativa que combina acompanhamento clínico e conforto do lar para doentes selecionados. A administração sublinha a importância da monitorização tecnológica e da resposta rápida em caso de complicações, elementos que sustentam a equivalência clínica face ao internamento convencional.