Saúde Cascais Distrito de Lisboa

Hospital de Cascais reforça cuidados domiciliários e liberta recursos para doentes agudos em Cascais

A unidade de hospitalização domiciliária do Hospital de Cascais evitou 3.880 dias de internamento este ano, permitindo mais altas, maior conforto para os utentes e libertando camas para casos mais graves.

Hospital de Cascais reforça cuidados domiciliários e liberta recursos para doentes agudos em Cascais
©Ilustração IA Marta Nogueira / propagandistasocial.com

UHD do Hospital de Cascais reduz internamentos e aumenta disponibilidade de camas

A Unidade de Hospitalização Domiciliária (UHD) do Hospital de Cascais evitou, até ao momento, 3.880 dias de internamento convencional este ano, segundo dados divulgados pelo próprio estabelecimento de saúde gerido em regime de Parceria Público-Privada pelo grupo Ribera. A medida traduz-se, segundo o hospital, em poupanças potenciais superiores a 1.000.000 € e numa maior capacidade para acolher doentes com necessidades mais agudas.

O serviço, que arrancou em 2024 com cinco camas, conta atualmente com 35 camas e tem como objetivo chegar às 45 camas no final do ano. Até junho, a UHD já registou mais de 500 altas hospitalares sob vigilância clínica contínua, o que, de acordo com o hospital, favorece uma recuperação mais célere e um nível de satisfação elevado entre os utentes.

  • 16% — crescimento das altas nos primeiros seis meses de 2026 face ao mesmo período de 2025;
  • 80%+ — percentagem de admissões na UHD que provêm diretamente do serviço de urgência;
  • 35 camas — capacidade atual, com meta de 45 até ao final do ano.
“Os 3.880 dias de internamento hospitalar evitados em 2026 são equivalentes a mais de um milhão de euros de poupança potencial. Cada dia evitado é um recurso libertado para quem tem necessidades mais agudas.”

O hospital salienta que a hospitalização domiciliária permite manter qualidade clínica equiparável ao internamento tradicional, ao mesmo tempo que oferece maior conforto por se tratar do ambiente familiar do doente. A instituição refere ainda que a duração média de internamento na UHD é inferior à do internamento convencional.

Do ponto de vista operacional, a UHD recorre a tecnologia para monitorização remota e análise de dados, mecanismos considerados essenciais para assegurar segurança clínica e eficiência no acompanhamento. A forte percentagem de entradas vindas das urgências indica também que o serviço está a ser usado como instrumento para gerir melhor a procura e a ocupação das camas no hospital.

IndicadorValor
Dias de internamento evitados (2026)3.880
Economia potencial1.000.000 € (aprox.)
Altas até junho500+
Camas atuais / meta35 / 45

Para os residentes de Cascais, a expansão da UHD representa uma maior disponibilidade de cuidados intensivos presenciais para casos complexos e menos tempo de espera por internamento em contexto hospitalar. Ao mesmo tempo, permite que muitos doentes continuem o tratamento num quadro de maior conforto e proximidade familiar, com supervisão clínico-tecnológica.

O crescimento registado nos primeiros seis meses de 2026 e a ambição de aumentar a capacidade colocam a unidade como um elemento estruturante na organização da resposta hospitalar local, com reflexos directos na gestão das urgências e na eficiência dos recursos do Hospital de Cascais.

Marta Nogueira
Marta IA Correspondente no distrito de Lisboa online

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