Reacendimento em Leça do Balio mobiliza grande operação e preocupa moradores
Um incêndio numa loja de comércio de produtos chineses situada em Leça do Balio, no concelho de Matosinhos, voltou a reacender ao início da manhã deste domingo, depois de na tarde de sábado ter sido dado por concluído. A situação entrou entretanto em fase de rescaldo, segundo os serviços de emergência.
Fonte dos Bombeiros Voluntários de Leça do Balio indicou que, durante o combate às chamas, chegaram a estar envolvidos mais de 60 operacionais. A Proteção Civil aconselhou os moradores do prédio onde se localiza a loja a não pernoitarem nas suas habitações devido ao cheiro intenso a fumo e à acumulação de gases. A autarquia tinha preparado alojamento de emergência, mas não foi necessário utilizá‑lo e os moradores regressaram às suas casas no decurso deste domingo.
"Reacendeu de manhã cedo", disse fonte dos Bombeiros Voluntários de Leça do Balio à comunicação social.
O episódio recorda um incêndio semelhante ocorrido em 2017, quando a mesma loja foi consumida pelas chamas e a evacuação de prédios circundantes foi necessária; nessa altura, três bombeiros foram transportados para o hospital por exaustão. Não há, até ao momento, informação pública sobre feridos neste novo incidente.
- Local: loja de produtos chineses, Leça do Balio, Matosinhos
- Operacionais envolvidos: mais de 60
- Estado atual: fase de rescaldo; moradores regressaram às casas
A Câmara de Matosinhos contactada pela Lusa confirmou as medidas de apoio e salientou que o alojamento de emergência preparado pela autarquia não chegou a ser necessário. Para os habitantes da zona, o principal impacto imediato foi o incómodo causado pelo cheiro de fumo e a preocupação com a qualidade do ar no interior dos edifícios afetados.
Para além dos efeitos directos sobre a habitação, a ocorrência levanta questões práticas para os residentes: o potencial de reações a fumos e gases, a necessidade de avaliações técnicas às estruturas intervencionadas pelos bombeiros e a eventual necessidade de limpeza e ventilação de espaços comuns e habitações antes do regresso definitivo. Sempre que há libertação significativa de fumos e gases, recomenda‑se atenção clínica a sintomas respiratórios e acompanhamento por serviços de saúde, especialmente em grupos sensíveis.
As autoridades locais mantêm normalmente procedimentos de inspeção pós‑incêndio e avaliação da habitabilidade dos prédios. Os residentes e proprietários que tenham dúvidas sobre a segurança das habitações ou sobre a necessidade de reparações devem contactar os serviços municipais competentes e a Proteção Civil local para instruções específicas.
| Elemento | Informação conhecida |
|---|---|
| Local | Loja de produtos chineses, Leça do Balio |
| Operacionais | Mais de 60 |
| Estado | Reacendeu de manhã; em fase de rescaldo |
| Impacto imediato | Moradores não pernoitaram devido a cheiro a fumo; alojamento preparado mas não utilizado |
| Antecedente | Incêndio na mesma loja em 2017 |
As investigações sobre a origem do incêndio e as causas do reacendimento ficam a cargo das entidades competentes. A Proteção Civil e os bombeiros continuam a acompanhar a situação para garantir que não existem riscos persistentes para os habitantes da área. Qualquer nova informação oficial será comunicada através dos canais da Câmara de Matosinhos e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.