Fogo em Mamodeiro afeta infraestruturas e tráfego na região de Aveiro
Um incêndio deflagrado na tarde desta segunda-feira em Mamodeiro, no concelho de Aveiro, obrigou à interrupção da circulação na Autoestrada A1 nos dois sentidos entre o nó da Mealhada e o nó de Albergaria-a-Velha e à suspensão do serviço ferroviário na Linha do Norte entre as estações de Oliveira do Bairro e Oiã. A situação motivou uma grande mobilização de meios de emergência e condicionou a circulação regional.
A concessionária da A1 informou que o corte se verifica ao quilómetro 231. No sentido Lisboa–Porto, a alternativa indicada passa pela saída em Aveiro Sul para prosseguir para norte. Na ferrovia, a interrupção foi determinada devido à proximidade das chamas e às condições de segurança na zona afetada.
"O fogo não chegou a atingir a zona das empresas"
O presidente da Câmara de Oliveira do Bairro, Duarte Novo, afirmou que as chamas chegaram à zona poente da zona industrial de Oiã, mantendo, contudo, que "o fogo não chegou a atingir a zona das empresas". As autoridades indicaram não ter, até ao momento, registo de habitações ou unidades industriais destruídas.
O combate ao incêndio contou com uma mobilização expressiva de meios. Em momentos distintos das operações foram reportados diferentes números de forças no terreno e meios aéreos:
- A situação às 17h45 registava 176 operacionais, apoiados por 52 veículos e 3 meios aéreos.
- Mais tarde, informação da ANEPC indicou cerca de 201 operacionais, com 65 meios terrestres e 4 meios aéreos.
| Item | Registo |
|---|---|
| Quilómetro da A1 cortado | km 231 |
| Trecho A1 interrompido | Mealhada – Albergaria-a-Velha |
| Ferrovia afetada | Oliveira do Bairro – Oiã |
| Operacionais (dados iniciais) | 176 |
| Operacionais (dados posteriores) | 201 |
O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro referiu que a frente vinha a aproximar-se da autoestrada, onde se concentram muitos dos meios de combate. As autoridades mantêm a situação sob acompanhamento, avaliando as condições para reabrir as vias afetadas com segurança.
Para os residentes e condutores, as consequências são imediatas: risco de perturbações significativas nas ligações rodoviárias entre a região Centro e o Norte, potencial aumento de tráfego em vias alternativas e atrasos no transporte ferroviário regional. As autoridades apelam a que se evitem deslocações desnecessárias na área afetada e que sejam respeitadas as instruções da Proteção Civil e das forças no terreno.
Nos próximos dias, para além das operações de extinção, é expectável a avaliação dos danos e a vigilância de eventuais reativações das chamas. A reabertura da A1 e da Linha do Norte ficará condicionada à avaliação dos riscos e às medidas de segurança implementadas pelas equipas de emergência.