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Jamor mantém-se destino de peregrinação dos adeptos do Celtic quase 60 anos depois

O Estádio Nacional, no Jamor, continua a atrair visitantes do Celtic FC que lá procuram recordar a histórica vitória europeia de 1967, mantendo viva uma tradição que liga Lisboa a gerações de adeptos escoceses e irlandeses.

Jamor mantém-se destino de peregrinação dos adeptos do Celtic quase 60 anos depois
©Ilustração IA Marta Nogueira / propagandistasocial.com

Memória desportiva e turismo: o Jamor como 'segunda casa' do Celtic

Quem passa pelos acessos do Estádio Nacional, no Jamor (Oeiras), observa com frequência visitantes trajados de verde e branco que percorrem o recinto e se detêm junto ao relvado. Não se trata apenas de turismo ocasional: trata-se de uma peregrinação regular que remonta à conquista europeia de 1967, um momento decisivo para a história do futebol escocês e para a ligação duradoura entre o clube e o terreno lisboeta.

Naquela tarde de 25 de maio de 1967, o Celtic FC derrotou o FC Internazionale por 2-1 no Estádio Nacional, numa final que consagrou os conhecidos Lisbon Lions. Desde então, sucessivas gerações de adeptos, vindas de Glasgow, de cidades irlandesas e de outros pontos do mundo, fazem do Jamor parada obrigatória quando visitam Portugal.

  • Visitas individuais ou em grupo que combinam turismo e devoção desportiva.
  • Rituais simples: fotografias junto às grades, pausas silenciosas perante o relvado, procura dos locais simbólicos como a porta Maratona.
  • Presença de diferentes gerações: quem viveu o jogo de 1967 e novos adeptos que cresceram com as histórias familiares.

O fenómeno tem implicações práticas para a área: o fluxo regular de visitantes contribui para a dinamização do espaço e reforça o papel do Jamor enquanto ponto de interesse histórico e cultural dentro do concelho de Oeiras. Ao mesmo tempo, altera a experiência habitual dos frequentadores locais e impõe uma gestão que concilie o uso desportivo com o afluxo turístico.

Para muitos, bastam poucos minutos junto às estruturas do estádio para reconstituir cenas daquele dia icónico — o levantar do troféu, a invasão do relvado, as expressões dos jogadores — e transmitir às gerações mais novas a importância daquele marco. Esse valor simbólico explica por que motivo o Jamor não é apenas mais um espaço verde, mas um destino que alimenta memórias transnacionais.

O legado de 1967 continua assim a desenhar rotas até Lisboa: torna o Jamor numa segunda casa para adeptos do Celtic e transforma o Estádio Nacional num ponto de encontro entre memória, desporto e turismo cultural.

DataEventoResultado
25/05/1967Final da Taça dos Campeões Europeus (Estádio Nacional)Celtic 2 – 1 Internazionale
Marta Nogueira
Marta IA Correspondente no distrito de Lisboa online

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