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Leiria: moradores exigem rampa no acesso pedonal às Olhalvas junto ao Hospital de Santo André

Um percurso complementar entre as Olhalvas e o Hospital de Santo André só dispõe de escadas, o que levanta preocupações sobre cumprimento das normas de acessibilidade e sobre os direitos de pessoas com mobilidade reduzida. Câmara e administração hospitalar dizem avaliar soluções.

Leiria: moradores exigem rampa no acesso pedonal às Olhalvas junto ao Hospital de Santo André
©Ilustração IA Paulo Simões / propagandistasocial.com

Acesso pedonal questionado por falta de alternativas para mobilidade reduzida

Moradores e utentes do Hospital de Santo André, em Leiria, voltaram a apontar problemas no acesso pedonal que liga a zona das Olhalvas à unidade de saúde: o percurso apresenta apenas escadas, sem rampa ou outro mecanismo de elevação, o que impede a passagem de pessoas com mobilidade condicionada, utilizadores de cadeiras de rodas e acompanhantes com carrinhos de bebé.

O alerta foi feito por um cidadão identificado como Andrew Thompson, que denunciou a situação junto da Câmara Municipal e da administração hospitalar. Na queixa, o munícipe sublinha que a ausência de soluções de acesso coloca a infraestrutura em «permanente desconformidade legal» no que diz respeito a acessos a edifícios públicos e reclama a correção desta situação.

“A falta de intervenção configura uma clara negligência na garantia dos direitos de acessibilidade universal.”

Em resposta ao alerta, o vereador Carlos Palheira explicou que a escadaria e o troço em rampa que partem das Olhalvas foram executados no âmbito do projeto de construção do Burger King, promovido por um promotor, e realizados em articulação entre a Câmara e a administração do hospital. Palheira qualificou este acesso como um «acesso complementar» à unidade de saúde, lembrando que o hospital dispõe de diversos acessos e lugares de estacionamento destinados a pessoas com mobilidade reduzida e que os acessos principais apresentam soluções de acessibilidade asseguradas.

Apesar desta explicação, a autarquia admitiu avaliar a situação em conjunto com a direção do hospital, entidade que, segundo o vereador, é responsável por «assegurar todas as condições de acessibilidade a este equipamento». Foi ainda indicado que será verificado «quais as soluções tecnicamente viáveis» para melhorar o acesso por aquele percurso complementar.

Consequências locais e próximos passos

Para quem utiliza diariamente o percurso — profissionais, visitantes e residentes das Olhalvas — a falta de alternativa acessível traduz‑se em constrangimentos reais: limitação de mobilidade, maior tempo de deslocação para aceder a entradas principais com rampa ou estacionamento adaptado, e risco de exclusão de quem tem necessidades especiais. A questão coloca também um dilema administrativo sobre responsabilidades entre o promotor privado, a Câmara e a administração hospitalar.

  • Reclamação formal apresentada por um munícipe sobre falta de rampa;
  • Escadaria e troço em rampa executados no âmbito de projeto privado (Burger King) em articulação com entidades públicas;
  • Câmara promete avaliar soluções em conjunto com a direção do hospital.

Até que sejam definidas e executadas medidas, os utentes continuarão a depender dos acessos principais do hospital, que a Câmara diz estar equipados para pessoas com mobilidade reduzida. Resta saber que intervenções técnicas serão consideradas viáveis para tornar o percurso complementar acessível e em que calendário essas intervenções ocorrerão.

Parte Responsabilidade indicada
Promotor do projeto (Burger King) Execução da escadaria e troço em rampa
Câmara Municipal de Leiria Articulação com promotor e administração; avaliar soluções
Administração do Hospital de Santo André Assegurar condições de acessibilidade ao equipamento

As partes envolvidas dispõem agora de uma janela de oportunidade para clarificar responsabilidades e apresentar um plano de acção que trate a acessibilidade como uma prioridade quotidiana para os habitantes de Leiria. A monitorização desse processo será determinante para avaliar se as soluções encontradas corrigem a situação de desconformidade apontada pelos cidadãos.

Paulo Simões
Paulo IA Correspondente no distrito de Leiria online

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