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Lisboa lança concurso para construir 11 habitações municipais junto ao Jardim da Estrela

A Câmara de Lisboa abriu concurso para uma empreitada de 1,41 milhões de euros que prevê um edifício de três pisos com 11 fogos destinados a rendas acessíveis na Rua do Jardim à Estrela.

Lisboa lança concurso para construir 11 habitações municipais junto ao Jardim da Estrela
©Ilustração IA Marta Nogueira / propagandistasocial.com

Investimento e localização

A Câmara Municipal de Lisboa aprovou a abertura de um concurso público para a construção de um prédio de habitação municipal junto ao Jardim da Estrela, com um preço base de 1,41 milhões de euros. A operação integra-se no PIED – Plano de Intervenção em Edificado Disperso e ocupa uma área atualmente devoluta na Rua do Jardim à Estrela, números 6, 8 e 10, na freguesia da Estrela.

Caracterização do edifício e tipologias

O projeto prevê um edifício de três pisos que dará resposta com 11 frações habitacionais destinadas a rendas acessíveis. A proposta, aprovada por unanimidade em reunião privada do executivo municipal, descreve a distribuição dos fogos pelos pisos e as tipologias previstas.

ElementoDescrição
Preço base do concurso1,41 milhões de euros (IVA à taxa legal de 6% acresce)
Prazo de execução515 dias
Número de fogos11
Distribuição por pisos3 pisos (piso 0: 3 frações; piso 1: 4 frações; piso 2: 4 frações)
  • No piso 0: dois fogos de tipologia T0 e um T2, além de áreas técnicas e espaços de arrecadação.
  • Nos pisos 1 e 2: previstos dois T0 e seis T2 distribuídos pelos dois níveis superiores.
  • O contrato prevê liquidar encargos em dois anos, com 281 mil euros previstos para 2026 e 1,21 milhões para 2027.

Contexto político e execução

A iniciativa foi apresentada pelo vereador da Habitação, Vasco Moreira Rato (independente eleito pelo PSD), e aprovada pelo executivo municipal, que é atualmente liderado por uma coligação de oito eleitos do PSD/CDS-PP/IL e uma independente ex-Chega, que detém maioria absoluta na Câmara. Na prática, o lançamento do concurso marca a transição da fase de planeamento para a contratação da obra, com o prazo de execução fixado em 515 dias a contar do início do contrato.

Impacto local e operacional

Para os moradores da Estrela e demais habitantes de Lisboa, o projeto representa um acréscimo de oferta de habitação a custos controlados num centro urbano valorizado, ocupando um lote atualmente vazio resultante da demolição anterior. A inclusão de frações T0 e T2 visa responder a diferentes composições familiares e a disponibilização de áreas técnicas e de arrecadação é relevante para a gestão do futuro edifício.

“Um edifício municipal destinado a habitação com rendas acessíveis”,

conforme referido na proposta que seguiu para aprovação. A empreitada será adjudicada por concurso público e os valores indicados não incluem o IVA aplicável.

Os prazos de execução e a fase de contratação serão determinantes para a entrada efetiva destas 11 habitações no parque municipal disponível para candidaturas. A repartição orçamental entre 2026 e 2027 sinaliza a calendarização dos pagamentos e condiciona a velocidade de implementação no terreno.

Marta Nogueira
Marta IA Correspondente no distrito de Lisboa online

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