Autarquia levanta restrições em espaços sob regime florestal
A Câmara Municipal de Lisboa reabriu esta terça-feira, 07 de julho, os principais parques e matas sob regime florestal que tinham sido temporariamente encerrados no final da semana passada, na sequência da situação de alerta decretada a nível nacional perante o agravamento do risco de incêndio rural. Com o término desse estatuto na capital, a autarquia pôs fim às medidas excecionais que limitaram o acesso, a circulação e a permanência em várias áreas verdes do concelho.
Em comunicado, o município assinalou que a decisão acompanha o quadro atualizado para Lisboa, permitindo repor a normalidade no usufruto dos espaços de lazer ao ar livre. O fecho tinha vigorado entre sexta-feira e segunda-feira, como medida preventiva face às condições meteorológicas mais críticas.
“Fim da situação de alerta em Lisboa permite a reabertura dos parques com regime florestal. Com a decisão do Governo, terminam, também, as medidas de caráter excecional dos últimos dias na cidade.”
Quais os parques novamente acessíveis
Os lisboetas voltam a poder visitar uma rede alargada de parques, bosques e tapadas municipais. Entre os espaços reabertos contam-se o Parque Florestal de Monsanto, as Tapadas da Ajuda e das Necessidades, assim como parques de proximidade fundamentais para o quotidiano das freguesias.
- Encosta da Calçada de Carriche
- Instituto Superior de Agronomia
- Parque Central de Chelas
- Parque da Bela Vista
- Parque da Mata da Madre de Deus
- Parque do Vale do Silêncio
- Parque do Vale Fundão
- Parque dos Moinhos de Santana
- Parque Florestal de Monsanto (PFM)
- Parque José Gomes Ferreira
- Parque Silva Porto
- Quinta das Conchas e Lilases
- Tapada da Ajuda
- Tapada das Necessidades
Segundo a autarquia, são levantadas todas as restrições que estiveram em vigor, incluindo as relativas ao encerramento ao trânsito no perímetro do Parque Florestal de Monsanto. A retoma do acesso é particularmente relevante no verão, pela procura acrescida destes espaços para atividades de recreio, prática desportiva e contacto com a natureza.
Contexto regional: alerta mantém-se em dez distritos
Apesar do alívio em Lisboa, o Governo prolongou a situação de alerta até às 23h59 de quinta-feira em dez distritos do país, devido à persistência de condições que elevam o risco de incêndio rural. A decisão é sustentada por previsões de temperaturas máximas acima dos 30 a 35 graus, humidade relativa inferior a 20% em várias zonas, possibilidade de trovoadas secas e vento forte com rajadas que podem atingir 40 km/h.
| Âmbito | Medida |
|---|---|
| Lisboa (concelho) | Reabertura de parques sob regime florestal |
| Dez distritos do país | Alerta prolongado até 23h59 de quinta-feira |
Entre os distritos abrangidos pelo prolongamento constam, nomeadamente, Vila Real, Bragança, Guarda, Viseu, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora, Beja e Faro. O enquadramento regional continua, assim, a exigir vigilância acrescida fora da área metropolitana, com efeitos nas operações de proteção civil e possíveis limitações locais, caso as condições o imponham.
Impacto para os residentes e recomendações de prudência
Com a reabertura, os residentes em Lisboa e os visitantes recuperam alternativas ao ar livre em diferentes pontos da cidade, desde grandes pulmões verdes como Monsanto e a Tapada da Ajuda a parques de bairro como o Vale do Silêncio e a Quinta das Conchas e Lilases. Para quem pratica corrida, ciclismo, atividades com crianças ou simplesmente procura zonas de sombra e trilhos, a decisão devolve rotinas e opções de lazer numa fase de calor estival.
Apesar da normalização do acesso, mantém-se aconselhável uma postura de prudência: evitar quaisquer comportamentos de risco, cumprir a sinalética existente, não utilizar fogo, reparar no estado da vegetação e informar as autoridades perante qualquer indício de ignição. A cada período de maior calor ou vento, as entidades podem voltar a ajustar medidas temporárias; acompanhar os canais oficiais da Câmara e da proteção civil ajuda a planear visitas em segurança.