A oitava edição da MAPS – Mostra de Artes Performativas de Setúbal decorreu entre 7 e 18 de julho e reuniu, no conjunto dos vários eventos, cerca de duas mil pessoas em cerca de duas dezenas de iniciativas gratuitas. Sob o tema «Herança», a programação propôs uma leitura plural das práticas performativas e abriu espaço a projetos locais e contemporâneos em diferentes pontos da cidade.
Ao longo de doze dias, o festival apresentou um leque diversificado de propostas — do teatro à música, do cinema às conversas e às performances — com especial ênfase em processos participativos e em projetos comunitários. A iniciativa procurou, segundo a organização, reforçar a democratização do acesso à cultura e valorizar a criação artística contemporânea no concelho.
Programação e locais
O encerramento da MAPS contou com a apresentação do projeto de teatro comunitário «Tecido Comunitário», no Miradouro de São Sebastião, um exemplo de trabalho que envolve criadores e públicos locais. Em simultâneo, a programação terminou com um espetáculo musical no espaço A Gráfica – Centro de Criação Artística, que tem vindo a afirmar-se como pólo urbano de programação e experimentação.
- Performances e teatro
- Música e concertos
- Cinema e projeções
- Conversas e mediação cultural
- Projetos comunitários e teatro participativo
Para os responsáveis pelo evento, a MAPS volta a apostar na acessibilidade — a maioria das iniciativas foi gratuita — e na circulação de propostas que dialogam com o território. A estratégia assenta tanto na apresentação de criadores convidados como no envolvimento de coletivos e estruturas culturais locais.
| Parâmetro | Valor |
|---|---|
| Duração | 7–18 de julho |
| Participação estimada | ~2 000 pessoas |
| Número de iniciativas | ~20 |
| Tema | Herança |
| Locais de encerramento | Miradouro de São Sebastião e A Gráfica |
Do ponto de vista prático para o público, a aposta em iniciativas dispersas pela cidade e em espaços de fácil acesso contribui para alargar a audiência e integrar públicos que não frequentam habitualmente circuitos de artes performativas. Para agentes culturais locais, o festival continua a ser uma plataforma relevante de apresentação de trabalho e de encontro entre criadores e comunidades.
Aos habitantes de Setúbal, a MAPS deixa um balanço de programação que privilegia a experimentação e a participação cidadã, reforçando a oferta cultural gratuita durante o verão e sublinhando a importância de manter estruturas e espaços de apoio à criação artística na cidade.