Estado dos processos seis meses depois
Seis meses após os estragos provocados pela tempestade Kristin, que atingiu a região na madrugada de 28 de janeiro, a Câmara Municipal da Marinha Grande continua a não ter concluído a grande maioria dos processos de pedidos de apoio à recuperação de habitações. Do total de 3.364 candidaturas apresentadas por munícipes para apoios até 10.000 euros, só foram enviados à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) 827 processos — o que corresponde a cerca de 25% concluídos.
Segundo dados disponibilizados à comunicação social, há ainda situações que requerem esclarecimento ou acção local antes de seguirem para validação regional. O presidente da Câmara, Paulo Vicente, explicou que existem 620 habitações à espera de peritagem e 921 candidaturas de condóminos que incluíram nas contas os prejuízos nas partes comuns dos prédios, e que por isso estão a ser chamadas para regularizar a situação.
- 3.364 — candidaturas apresentadas por munícipes;
- 827 — processos enviados à CCDRC (≈ 25% concluídos);
- 620 — casas à espera de peritagem;
- 921 — candidaturas de condóminos em processo de regularização;
- 184 — processos que a CCDRC ainda tinha por validar.
“Infelizmente, só analisam números. Para nós, as pessoas estão em primeiro lugar. Vamos esclarecendo-as para terem a oportunidade de receber apoio”,
A declaração do autarca sublinha a tensão entre a necessidade de cumprir procedimentos administrativos e a urgência das respostas no terreno. Do ponto de vista dos afectados, o atraso nas peritagens e na regularização de candidaturas de condóminos pode traduzir‑se em adiamentos nas obras de recuperação e em dificuldades prolongadas no acesso a apoios financeiros destinados a cobrir prejuízos imediatos.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Candidaturas apresentadas | 3.364 |
| Processos enviados à CCDRC | 827 |
| Processos por validar na CCDRC | 184 |
Para a população da Marinha Grande, a situação tem implicações práticas: quem aguarda peritagem permanece sem confirmação do valor do apoio possível, e os prédios cujos condóminos ainda não regularizaram as declarações podem ver os seus pedidos rejeitados ou atrasados. A Câmara afirma estar a contactar os munícipes para lhes explicar os passos necessários e evitar perdas de oportunidade.
Os moradores afetados que ainda não foram peritados ou que têm dúvidas sobre o processo de candidatura devem procurar os serviços municipais responsáveis pelo acompanhamento dos pedidos. A transparência dos prazos e a agilização das peritagens são aspetos apontados como essenciais para reduzir o impacto social e económico da tempestade junto das famílias e condomínios da cidade.