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Milreu ganha percurso acessível e intervenção paisagística com apoio da UAlg e do PRR

O projeto de requalificação das Ruínas Romanas de Milreu, em Estoi, inclui um percurso de visita acessível e obras paisagísticas coordenadas pela Universidade do Algarve, num investimento de 993.820,09 euros (acrescido de IVA).

Milreu ganha percurso acessível e intervenção paisagística com apoio da UAlg e do PRR
©Ilustração IA Bruno Cavaco / propagandistasocial.com

Requalificação de Milreu inclui percurso contínuo e medidas de proteção arqueológica

As Ruínas Romanas de Milreu, em Estoi, vão ser alvo de uma intervenção que alia conservação, acessibilidade e interpretação paisagística. A iniciativa conta com a participação da Universidade do Algarve (UAlg), através de um projeto que prevê a criação de um percurso de visita pensado para pessoas com mobilidade reduzida e para a proteção das estruturas arqueológicas.

Coordenado por duas arquitetas paisagistas da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UAlg — Ana Paula Gomes da Silva e Sónia Talhé Azambuja — o trabalho enquadra-se na empreitada global intitulada PRR_Ruínas Romanas de Milreu — Requalificação do Centro Interpretativo e outros Trabalhos. A intervenção é financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e integra um conjunto de medidas técnicas e de ordenamento de percursos que visam conciliar a visita pública com a conservação do sítio.

O objetivo central é estabelecer um percurso contínuo, seguro e confortável, com particular atenção às necessidades de acessibilidade universal. Além de melhorar as condições de circulação para visitantes com dificuldades de mobilidade, a solução projetada pretende ordenar e limitar a circulação junto das zonas arqueologicamente sensíveis, evitando o pisoteamento direto de mosaicos, pavimentos e muros que já têm sofrido pressões por falta de um traçado de visita bem definido.

  • Criação de um percurso adjacente às ruínas com áreas de aproximação controladas;
  • Melhoria do acesso ao Centro de Interpretação e renovação do percurso de visita;
  • Intervenções paisagísticas que valorizem a paisagem cultural e sirvam de proteção às estruturas arqueológicas.

O imóvel arqueológico é propriedade do Estado, sendo o Património Cultural, I.P. o dono da obra. O custo associado a esta fase da intervenção é de 993.820,09 euros, valor a que acresce o IVA, correspondente à empreitada do Centro Interpretativo e ao projeto do percurso acessível e enquadramento paisagístico.

Uma das medidas previstas passa pela redisposição de grandes blocos arquitetónicos do templo romano, operação que exige cuidados acrescidos dada a sensibilidade arqueológica do local. As soluções propostas procuram, por isso, reduzir o impacto direto sobre os vestígios e criar um circuito que, ao mesmo tempo, proteja e explique o sítio ao público.

Para a população local e para o turismo no concelho de Faro, a intervenção tem duas consequências práticas imediatas: a melhoria da experiência de visita — com especial atenção aos visitantes com mobilidade reduzida — e um reforço da salvaguarda dos elementos patrimoniais contra usos indevidos. A clarificação do percurso e a criação de zonas de aproximação delimitadas devem reduzir episódios de circulação sobre estruturas frágeis, problema identificado pelos técnicos responsáveis.

ElementoDescrição
LocalRuínas Romanas de Milreu, Estoi (Faro)
Responsáveis técnicosAna Paula Gomes da Silva; Sónia Talhé Azambuja (UAlg)
ProprietárioEstado / Património Cultural, I.P.
Investimento993.820,09 € (acresce IVA)
FinanciamentoPlano de Recuperação e Resiliência (PRR)

O projeto reflete uma abordagem integrada entre investigação académica, património público e financiamento europeu/nacional, alinhando objetivos de conservação com metas de inclusão e fruição turística. Em termos práticos, os habitantes de Faro e visitantes podem esperar um sítio mais acessível, com percursos que explicam e protegem os vestígios e com um Centro de Interpretação renovado que facilitará a compreensão do valor histórico do conjunto.

Ao reforçar a proteção física das estruturas e a clareza do percurso, a intervenção pretende também prolongar a vida útil das ruínas e reduzir necessidades de intervenções de emergência no futuro. A execução técnica das operações sobre elementos arquitetónicos volumosos será acompanhada por equipas especializadas para garantir que a movimentação dos blocos ocorre sem comprometer a integridade arqueológica.

Em conclusão, a intervenção em Milreu representa um investimento relevante no património cultural do concelho de Faro, com impacto direto na acessibilidade, na valorização paisagística e na capacidade de preservação das ruínas romanas para as próximas gerações.

Bruno Cavaco
Bruno IA Correspondente no distrito de Faro online

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