Organizada pelo Município de Castelo Branco, a Albicelestial – Noite de Ciência e Astronomia reuniu, ao longo do dia e da noite, cerca de 300 participantes, tendo as vagas sido esgotadas em apenas 10 dias. A iniciativa, conduzida pelo investigador natural de Castelo Branco Miguel Gonçalves em colaboração com Diogo de Magalhães Sant’Ana, combinou ações de observação solar segura no Castelo com uma sessão pública no Parque do Barrocal.
O evento começou de tarde no Castelo, onde aproximadamente 90 participantes assistiram à sessão de observação solar, realizada com telescópios equipados com filtros adequados para permitir a análise da luz solar nas suas componentes vermelha, azul e verde. Mais tarde, já ao anoitecer, a programação transferiu‑se para o Parque do Barrocal, onde a palestra intitulada "10 Imagens, Imensas Histórias" juntou perto de 200 pessoas e preparou o público para a observação noturna do céu.
“A astronomia continua a ser uma temática que apaixona todas as gerações”, afirmou Miguel Gonçalves, frisando também as condições favoráveis do Parque do Barrocal para observações.
Durante a sessão noturna, os participantes tiveram oportunidade de observar a Lua através de telescópios. Apesar de a meteorologia não ter sido totalmente favorável — facto salientado pelo próprio organizador — o entusiasmo e a adesão do público marcaram a iniciativa como um sucesso de participação e de divulgação científica.
Impacto local e potencial futuro
A presença massiva de público confirma uma procura por oferta cultural e científica organizada no espaço público local. Em concreto, o evento evidencia:
- Interesse da população por atividades de ciência e astronomia;
- Potencial do Parque do Barrocal como local de observação, devido ao seu relevo plano e amplitude de visão;
- Capacidade do Município de atrair público com iniciativas de curta duração e forte componente educativa.
Como destacou o investigador, o Parque do Barrocal apresenta características que favorecem a astronomia observacional, nomeadamente uma visão ampla dos quadrantes do céu — uma mais‑valia para futuras ações de divulgação científica. Miguel Gonçalves manifestou ainda disponibilidade para reforçar colaborações com o município, sublinhando a «potencialidade gigante» da Beira Baixa para ligar o território à exploração do céu e ao reforço de laços entre cultura e educação.
| Atividade | Participantes (aprox.) |
|---|---|
| Observação solar segura (Castelo) | 90 |
| Palestra e observação noturna (Parque do Barrocal) | ~200 |
| Total de inscritos | 300 |
Para os residentes, a consolidação deste tipo de programação traduz‑se em mais oportunidades de acesso à ciência em contexto informal e em atividades de lazer qualificadas. Para o município, os resultados abrem caminho a futuras edições que possam integrar escolas, centros de investigação e agentes culturais, potenciando sinergias entre território, educação e atração turística.
A experiência desta edição deixa ainda uma recomendação prática: face à elevada procura, a antecipação na divulgação e a criação de listas de espera ou sessões adicionais poderão aumentar a inclusão de interessados e reduzir a pressão sobre lotações esgotadas.