O humorista e radialista Nuno Markl surpreendeu seguidores ao mostrar nas redes sociais um objecto inesperado guardado em casa: um protótipo de papel higiénico personalizado com a marca do seu programa O Homem Que Mordeu o Cão, criado pela empresa portuguesa Renova. A peça remonta a uma brincadeira feita em emissão há vários anos e veio agora reacender a brincadeira sobre o potencial comercial da ideia.
Da rubrica à prateleira — uma ideia nascida em direto
Segundo o próprio Markl, a génese do protótipo surgiu quando, numa edição do programa, defendeu que os seus livros se lêem tão bem no WC que deveriam existir edições concebidas especificamente para esse local. Dias depois da emissão, a Renova terá enviado um exemplar experimental como resposta à piada. O humorista recordou a história e não deixou de sublinhar que continua a acreditar na viabilidade do conceito.
"O que eu encontrei aqui em casa! Há uns anos valentes, numa edição d'O Homem Que Mordeu o Cão, eu disse — e continuo a acreditar nisto — que os meus livros funcionam tão bem lidos no WC, que para além das edições normais em papel e e-book, deveria haver edições em papel higiénico."
Com o seu tom habitual, Markl defendeu a ideia não só como peça de merchandising mas também como artigo que poderia gerar reacções divertidas entre adeptos e críticos. Na publicação, o autor sugeriu que a chegada de um filme no próximo ano tornaria o objecto ainda mais apelativo como brinde promocional.
- Origem: brincadeira radiofónica em O Homem Que Mordeu o Cão;
- Interveniente: Nuno Markl e a Renova, que terá produzido o protótipo;
- Proposta: transformar o protótipo em merchandising vincado quando o filme estrear.
Consequências e recepção
A publicação rendeu dezenas de reacções bem-dispostas dos fãs, entre quem gostou da ideia e quem a considerou um sítio invulgar para divulgar literatura. Para além do humor, a iniciativa coloca questões simples sobre merchandising e estratégias promocionais: até que ponto um objecto humorístico pode traduzir-se num produto comercial viável e útil? E que papel desempenham as marcas nacionais na materialização dessas brincadeiras?
Independentemente da possibilidade de vir a integrar uma campanha oficial, o episódio reforça a forma como pequenas acções em rádio e nas redes podem gerar conteúdos que atravessam formatos e marcam a cultura pop nacional. E, pelo menos por agora, garantem boas gargalhadas — e um rolo de papel higiénico com assinatura de autor para guardar na prateleira (ou na sanita).
| Elemento | Descrição |
|---|---|
| Protótipo | Papel higiénico personalizado com referência a O Homem Que Mordeu o Cão |
| Origem | Brincadeira em emissão radiofónica |
| Empresa | Renova (produção do protótipo) |
| Proposta | Transformar em merchandising associado a um filme |