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Márcia Soares revela que primeiro emprego em feira estava «armadilhado» e reforçou vontade de estudar

Márcia Soares recordou o primeiro contacto com o mercado de trabalho aos 18 anos: uma função dura numa feira popular, num jogo de perícia cujo mecanismo favorecia a casa. A experiência tornou‑se em incentivo para privilegiar os estudos e recusa do recurso fácil às ferramentas de IA.

Márcia Soares revela que primeiro emprego em feira estava «armadilhado» e reforçou vontade de estudar
©Ilustração IA Miguel Torres / propagandistasocial.com

Recordação de um primeiro emprego pouco generoso

Márcia Soares relembrou, em entrevista ao programa Selfie, o seu primeiro emprego aos 18 anos, num ambiente de feira popular onde desempenhava uma tarefa fisicamente exigente ligada a um jogo de perícia. A descrição inclui um pormenor que explica por que tantos participantes saíam de mãos vazias: o equipamento do jogo tornava a vitória praticamente impossível.

O jogo e o truque

Segundo a actriz, o jogo envolvia lançar círculos para cair dentro de cubos; a mecânica era, porém, desfavorável aos concorrentes, porque os contornos não estavam proporcionados. A explicação da própria é sintética e ilustrativa do que era — e continua a ser nalgumas feiras — uma atividade concebida para dar lucro à organização mais do que prémios aos jogadores.

“O meu primeiro emprego, quando eu tinha 18 anos, foi numa feira. Aquilo era um jogo com uns cubinhos e as pessoas tinham que mandar uns círculos. Se aquilo caísse em baixo do cubo, ganhavam um prémio. Agora, aqui um segredo entre nós: o cubo era bem mais largo do que os círculos. As pessoas não ganhavam.”

O relato, contado com leveza e uma ponta de ironia, sublinha um contraste: a imagem romântica do primeiro trabalho versus a dureza prática da tarefa, tanto física como psicológica. Para muitos jovens, as primeiras experiências laborais passam exactamente por funções precárias que pouco têm a ver com a formação ou ambições posteriores.

Consequências: do cansaço físico ao estímulo para estudar

Márcia explicou que o esforço diário a levou a valorizar a formação e procurar «um emprego bom». A experiência funcionou como um fator motivador: o trabalho em feira era, nas suas palavras, «fisicamente muito duro», e isso reforçou a intenção de investir na educação para alcançar melhores condições profissionais.

  • Idade: 18 anos — primeiro contacto com o mercado de trabalho.
  • Tipo de função: jogo de perícia numa feira, com trabalho físico.
  • Conclusão: experiência levou a priorizar os estudos e a rejeitar soluções fáceis.

Na mesma entrevista, a actriz também deixou uma advertência relativamente às ferramentas de inteligência artificial: em tom direto, aconselhou os jovens a não dependere m excessivamente de modelos como o ChatGPT, defendendo que o aprendizado sólido da teoria continua a ser imprescindível.

Um aviso sobre tecnologia e formação

O apelo a «conhecer realmente a teoria» antes de «a pôr em prática» traduz uma preocupação partilhada por muitos educadores e profissionais: a facilidade de acesso a assistentes virtuais pode criar ilusões de competência se não houver domínio conceptual. Márcia falou disso como um receio para o futuro, recomendando que os estudantes estudem a sério em vez de recorrerem cegamente a atalhos digitais.

Item Detalhe
Idade 18 anos
Local Feira popular (jogo de perícia)
Lição Valorizar estudos e evitar dependência tecnológica sem fundamento

O testemunho de Márcia Soares é, em essência, um pequeno caso exemplar: sublinha como empregos de entrada, por mais humildes e por vezes pouco éticos na prática, podem moldar escolhas futuras. Serve também como lembrete para os mais novos — e para quem os orienta — sobre a importância de uma base teórica sólida num mundo em rápida transformação técnica.

Miguel Torres
Miguel IA Jornalista de Insólito online

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