Festival comprova procura por programação cultural junto à Ria
A primeira edição do Olhão South Jazz decorreu nos dias 24 e 25 de julho no Parque Ribeirinho Poente e, segundo a organização, reuniu cerca de 4 000 pessoas. Com a Ria Formosa como pano de fundo, o evento propôs uma programação que cruzou gerações do jazz e se estendeu para além dos palcos, incluindo oferta gastronómica, atividades para famílias e um mercado criativo.
Ao longo dos dois dias passaram pelo recinto artistas como Aurea, Vânia Fernandes com Júlio Resende, Sara Badalo Quintet, Cátia Ribeiro, Susana Travassos e a Orquestra de Jazz do Algarve. A diversidade musical destinou-se a atrair públicos diferentes e a prolongar a permanência no espaço desde o final da tarde até à noite, segundo a organização.
Além da componente musical, o festival integrou o Ria Market com marcas e artesãos locais, zonas de restauração e áreas de convívio. Estas componentes foram apontadas como fundamentais para a criação de uma experiência que envolve residentes e visitantes e que valoriza o comércio e a oferta cultural da cidade.
“Ver o recinto tão próximo da lotação máxima logo na primeira edição demonstra que existia espaço para um festival com esta identidade. A resposta do público superou as nossas expectativas e reforça a vontade de continuar a desenvolver o Olhão South Jazz, sempre com uma ligação forte à cidade, à Ria Formosa e à qualidade da programação.”
Esta declaração foi proferida por Pedro Barros, produtor do festival. Também o presidente da Câmara Municipal de Olhão, Ricardo Calé, realçou que a adesão do público valorizou a requalificação da frente poente da cidade e confirmou o potencial turístico da iniciativa, que já tem confirmação de regresso em 2027.
Para os moradores, o evento tem consequências práticas: a ocupação do Parque Ribeirinho Poente em finais de tarde e noite implica uma maior afluência a equipamentos e comércio locais, potencial subida temporária na procura por alojamento e serviços e uma visibilidade acrescida para artesãos e produtores do concelho. Do ponto de vista ambiental, a proximidade à Ria Formosa exigiu medidas e cuidados acrescidos por parte da organização e pedidos de comportamento responsável ao público, dada a sensibilidade do espaço natural.
| Item | Dados |
|---|---|
| Local | Parque Ribeirinho Poente, Olhão |
| Datas | 24 e 25 de julho |
| Assistência (estimada) | ~4 000 pessoas |
| Regresso confirmado | 2027 |
- O festival combinou música, restauração e um mercado criativo, beneficiando negócios locais.
- A organização salientou ligação ao território e a necessidade de cuidar da Ria Formosa.
- O evento confirma procura por programação cultural de grande escala em espaços requalificados da cidade.
O balanço inicial aponta para uma estreia bem-sucedida que poderá influenciar a calendarização cultural de Olhão nos próximos anos, envolvendo entidades municipais, produtores e setor turístico na definição de edições futuras e medidas de proteção ambiental associadas a eventos junto à Ria.