O parlamento aprovou esta sexta‑feira um conjunto de recomendações que exigem a reabertura integral da Linha Ferroviária do Corgo, que ligava a Régua, Vila Real e Chaves. As propostas, apresentadas por vários grupos parlamentares, foram votadas favoravelmente ou sofreram abstenções, sem registo de votos contra, e serão analisadas em detalhe pela Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação.
Votação e encaminhamento
As recomendações, que não têm força de lei mas funcionam como orientações ao Governo, obtiveram apoios distintos consoante a iniciativa parlamentar. Em sede de votação, constatou‑se um enquadramento político que mistura apoios transversais e abstenções de partidos que compõem a maioria e a oposição. O próximo passo é a sua discussão e eventual conversão em medidas concretas na comissão parlamentar competente.
| Proposta | Partidos a favor | Abstenções |
|---|---|---|
| Chega | Chega, PS, BE, PAN, JPP | PSD, IL, Livre, PCP, CDS‑PP |
| Livre | Chega, PS, Livre, PCP, BE, PAN, JPP | PSD, IL, CDS‑PP |
| BE | Chega, PS, Livre, PCP, BE, PAN, JPP | PSD, IL, CDS‑PP |
| PCP | Chega, PS, Livre, PCP, BE, PAN, JPP | PSD, IL, CDS‑PP |
Pedido de cidadãos e consequências locais
Em 2025 entrou na Assembleia da República uma petição subscrita por 1.068 pessoas, defendendo a reativação da via. Na iniciativa de dezembro do primeiro subscritor, ficou claro o apelo para que os deputados consolidassem a reabertura no quadro do Plano Ferroviário Nacional e assegurassem os recursos necessários aos diferentes estágios do processo — desde os estudos prévios até às obras e equipamentos.
"reabertura total da Linha do Corgo, entre a Régua e Chaves"
Para os concelhos afectados — em especial a área metropolitana da Régua, o município de Vila Real e o território de Chaves — a recuperação da linha multiplicaria opções de mobilidade, poderia potenciar o turismo fluvial e interior, reduzir custos de deslocação e reforçar cadeias de valor locais ligadas ao comércio e à logística. A concretização depende, porém, de decisões técnicas e orçamentais que terão de surgir na sequência dos trabalhos da comissão parlamentar e de eventuais programas governamentais de investimento em infraestruturas.
- Próximo passo: análise na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação.
- Demanda cidadã: petição com 1.068 subscritores em 2025.
- Impacto local esperado: mobilidade, turismo e economia regional.
Os responsáveis locais e representantes das comunidades afectadas deverão acompanhar de perto os trabalhos parlamentares e técnicos, exigindo calendarização e garantias de financiamento caso a reabertura avance. Até lá, a recomendação aprovada constitui um passo político relevante, mas não vincula por si só a execução do projecto.