Medida condicionada à reativação do centro de valorização
A Câmara de Ponte de Lima anunciou que está a ponderar a proibição de queimas e queimadas no concelho a partir de 2027, caso o centro de valorização de resíduos verdes, em Arcozelo, se encontre a funcionar em pleno. A intenção foi avançada pelo presidente da autarquia durante uma reunião de Câmara, enquadrando a proposta como uma resposta ambiental e sanitária.
“É também por uma questão ambiental, porque há momentos em que nem se consegue respirar”
A autarquia pretende, com a reativação do equipamento, abrir o serviço à população para receção e valorização do material verde. O processo de valorização inclui a trituração dos resíduos recolhidos, permitindo transformar a matéria orgânica em resultado útil para o município. Segundo a Câmara, o serviço será prestado gratuitamente, e existirá a opção de recolha domiciliária por parte da autarquia ou a entrega direta pelos munícipes.
Investimento e calendário
O relançamento do centro está já em curso, com um investimento municipal anunciado de cerca de 150 mil euros. A proibição das queimas e queimadas está condicionada ao pleno funcionamento daquele equipamento, sendo a intenção da Câmara que a medida, se confirmada, entre em vigor no ano de 2027.
| Elemento | Valor |
|---|---|
| Local | Arcozelo |
| Investimento | 150 000 € |
| Possível entrada em vigor | 2027 |
Impactos para os residentes
Se for implementada, a proibição terá repercussões práticas imediatas em atividades agrícolas e domésticas que recorrem atualmente às queimadas para eliminação de sobrantes vegetais. A alternativa proposta pela Câmara — a entrega do material no centro ou a recolha pela autarquia — procura oferecer soluções que evitem a prática das queimas e mitiguem os problemas de qualidade do ar apontados pelo executivo.
- Os munícipes poderão entregar resíduos verdes diretamente no centro de Arcozelo.
- A autarquia disponibilizará recolha domiciliária como opção para quem não consiga transportar o material.
- O serviço de valorização será gratuito para a população.
O argumento público para a proibição centra-se nas questões ambientais e de saúde: episódios de fumaça intensa dificultam a respiração e afetam a qualidade do ar nas zonas habitadas. A medida integra uma estratégia local de gestão de resíduos verdes que visa reduzir queimadas e promover a transformação desses materiais em recursos reaproveitáveis.
Até à decisão final, a população deverá acompanhar os desenvolvimentos relativos à reativação do centro e aos mecanismos práticos de entrega e recolha que a Câmara venha a definir, nomeadamente horários, pontos de receção e possível calendarização de recolhas.
Os detalhes operacionais e o calendário preciso para a proibição — caso se confirme — serão anunciados pela Câmara de Ponte de Lima à medida que o centro atinja a capacidade operacional prevista.