O Município de Portalegre vai integrar a BIALE_27 (Bienal Internacional do Alentejo) com um projeto que apresenta a Tapeçaria de Portalegre como eixo de inovação cultural e ligação entre património, sustentabilidade e criação contemporânea. A participação resulta de um encontro entre a direção artística da bienal, representada por Carlos Godinho (presidente da ARTMOZ e diretor artístico da BIALE_27), e responsáveis municipais de Portalegre.
A equipa do município que acompanhou as negociações incluiu Laura Galão (vereadora da Cultura, Ciência e Turismo), Pedro Barbas (chefe de Divisão da Cultura, Juventude, Desporto, Assuntos Sociais, Educação e Turismo), Paula Fernandes (Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino) e Emília Silva (Serviço de Turismo). A proposta configura a criação de um núcleo da Bienal na cidade, com atenção à EcoCultura — um dos eixos curatoriais da BIALE_27.
O que está previsto
A iniciativa prevê a seleção de entre três e quatro artistas pela direção artística da BIALE_27 para integrar um roteiro artístico que cruzará diversos espaços culturais e patrimoniais de Portalegre, tendo o Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino como referência central. Para além do roteiro, o Município propõe ainda a integração de dois a três artistas na programação oficial da bienal.
- Criação de um núcleo da BIALE_27 em Portalegre;
- Roteiro artístico com 3–4 artistas selecionados;
- Integração direta de 2–3 artistas na programação da bienal;
- Ligação à vertente EcoCultura da Bienal e reforço do papel do Museu Guy Fino.
Esta aposta visa conjugar a afirmação da tapeçaria enquanto património identitário com propostas artísticas contemporâneas que dialoguem com temas como sustentabilidade e relação entre cultura e território. A participação de Portalegre na BIALE_27 pretende, assim, posicionar a cidade como um polo de criação e de inovação cultural, potenciando a sua visibilidade a níveis nacional e internacional.
O protocolo entre a organização da bienal, a ARTMOZ (com sede em Estremoz) e o Município insere-se num processo de expansão da BIALE_27 por vários concelhos do Alto Alentejo; a presença confirmada de Ponte de Sor no programa demonstra essa estratégia de rede territorial.
Impacto local e oportunidades práticas
Para a comunidade local, a iniciativa pode traduzir-se em várias oportunidades concretas: maior afluência turística cultural durante o período da Bienal, possibilidade de novos projetos expositivos e residências para criadores ligados à tapeçaria e ao património têxtil, e uma valorização dos equipamentos culturais existentes, em particular do Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino.
| Elemento | Detalhe |
|---|---|
| Núcleo BIALE | Criação em Portalegre |
| Artistas selecionados | Entre 3 e 4, pela direção artística |
| Artistas integrados na BIALE_27 | 2 a 3 propostos pelo Município |
Do ponto de vista institucional, trata-se de um reforço das relações entre a ARTMOZ e o Município, com reflexos esperados nas áreas do turismo cultural e do empreendedorismo cultural local. Para os habitantes e agentes culturais do distrito, o desafio será transformar esta integração numa continuidade de programação, com iniciativas que promovam a formação, a fruição pública e a sustentabilidade do património têxtil.
Em suma, a adesão de Portalegre à BIALE_27 configura uma iniciativa de relevo para o concelho, ao posicionar a Tapeçaria enquanto elemento estratégico de identidade e desenvolvimento cultural, e ao abrir vias para a presença de artistas contemporâneos que dialoguem com o território e com a dimensão ambiental proposta pela Bienal.