Surto de Mpox em junho coloca Portugal à cabeça na Europa
Portugal registou 57 novos casos de varíola dos macacos (Mpox) em junho referentes ao clado I, segundo dados divulgados pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC). Este número torna o país o que apresentou o maior aumento mensal na Europa para aquele clado, superando Espanha e França.
O relatório do ECDC revela ainda que, no âmbito do clado II, foram comunicados 22 novos casos em junho a nível europeu, dos quais 10 ocorreram na Alemanha. No total, ao longo dos últimos 12 meses, Portugal contabiliza 86 casos do clado I e 60 do clado II, com 77 infeções de origem desconhecida, perfazendo 223 casos no ano. No mesmo período, os países europeus registaram 2625 novos casos.
- Portugal: 57 casos (junho, clado I); 86 (clado I, 12 meses)
- Espanha: 22 casos (junho, clado I)
- França: 17 casos (junho, clado I)
| Indicador | Valor (Portugal) |
|---|---|
| Casos clado I (junho) | 57 |
| Casos clado I (últimos 12 meses) | 86 |
| Casos clado II (últimos 12 meses) | 60 |
| Total casos (12 meses) | 223 |
| Casos reportados na Europa (12 meses) | 2625 |
O ECDC alerta para um risco de transmissão classificado como médio na população de homens que fazem sexo com homens (HSH) e baixo no restante da população. A agência sublinha, igualmente, que a mobilidade acrescida durante a época estival pode favorecer um aumento das infeções, recomendando medidas preventivas, nomeadamente a vacinação dirigida a grupos de maior risco.
Em novembro passado, um grupo de ativistas identificado como Grupo de Ativistas em Tratamentos (GAT) reportou um novo surto de Mpox na região de Lisboa com foco na população HSH. Esse alerta antecede os números agora divulgados pelo ECDC e reforça a necessidade de vigilância epidemiológica e intervenções de saúde pública direcionadas.
As autoridades de saúde nacionais e europeias mantêm a recomendação de vacinação para populações em maior risco e apelam a práticas que reduzam o risco de transmissão. A monitorização contínua dos dados e a comunicação dirigida às comunidades mais afetadas são apontadas como medidas essenciais para controlar a propagação da doença durante os meses de maior circulação.