Dois ouros portugueses fecham Mundiais sub-23 de remo na Alemanha
Portugal terminou o último dia de competição do Campeonato do Mundo de remo sub-23, em Duisburgo (Alemanha), com dois títulos que sublinham o avanço da modalidade a nível competitivo. Em destaque ficaram os triunfos de Diogo Gonçalves, no skiff absolutos (BM1x), e de João Veloso, no skiff pesos ligeiros (BLM1x).
O remador pereirense e estudante da Universidade de Coimbra, Diogo Gonçalves, impôs-se na final do BM1x com o tempo de 06:54,18, relegando para a prata o grego Nikolaos Cholopoulos (06:58,14) e para o bronze o dinamarquês August Wisholm (06:58,20).
Na outra final que trouxe ouro para Portugal, João Veloso completou os 2.000 metros do BLM1x em 06:59,96, ficando à frente do grego Angelos Athanasiadis Kaoudis (07:00,62) e do cazaque Artem Matussevich (07:01,56).
| Prova | Ouro | Tempo | Prata | Tempo | Bronze | Tempo |
|---|---|---|---|---|---|---|
| BM1x (skiff absolutos) | Diogo Gonçalves | 06:54,18 | Nikolaos Cholopoulos | 06:58,14 | August Wisholm | 06:58,20 |
| BLM1x (skiff pesos ligeiros) | João Veloso | 06:59,96 | Angelos Athanasiadis Kaoudis | 07:00,62 | Artem Matussevich | 07:01,56 |
Estes triunfos juntam-se ao primeiro ouro português no escalão sub-23, conquistado no sábado pela dupla Pedro Rodrigues/Tomás, na prova de double-scull (BM2x), assinalando um fim-de-semana histórico para o remo nacional.
Relevância e consequências para o remo português
Os resultados alcançados em Duisburgo consolidam uma tendência de afirmação internacional de remadores portugueses nas categorias de base. Para a federação e clubes, estes títulos podem traduzir-se em maior visibilidade, potencial aumento de apoios e estímulo à captação de novos talentos. Entre os efeitos práticos contam-se:
- valorização do trabalho de formação das associações e clubes;
- possibilidade de maior investimento em preparação e infraestrutura;
- impulso mediático para a promoção do remo junto de camadas jovens e potenciais patrocinadores.
Os tempos registados pelos atletas portugueses, especialmente o sub-07 minutos em provas de 2.000 metros, confirmam competitividade face a adversários tradicionais do remo internacional. Resta agora saber como as estruturas nacionais irão potenciar estes resultados para garantir continuidade e transição bem-sucedida para categorias superiores.
Portugal regressa do Campeonato do Mundo sub-23 com um saldo de três ouros no fim de semana — dois conquistados no domingo e um no sábado — numa edição que ficará para memória do remo nacional.