Portugal atingiu em 2025 números inéditos de transplantes nos órgãos do coração e do pulmão, revelou a presidente da Sociedade Portuguesa da Transplantação (SPT). Dos 948 procedimentos efectuados no país, 70 foram cardíacos e 90 pulmonares, registos que a SPT considera um sinal positivo do desempenho nacional nesta área clínica.
Um avanço com limites
Apesar dos máximos alcançados, a presidente da SPT reforçou que a escassez de órgãos continua a ser o principal desafio para manter e aumentar estas intervenções. A disponibilidade de dadores e a coordenação entre equipas de colheita, transplante e cuidados intensivos permanecem determinantes para traduzir capacidade técnica em mais cirurgias concluídas.
Para os habitantes do distrito de Coimbra, que dependem de uma rede hospitalar integrada a nível regional, os números nacionais têm implicações imediatas: mais transplantes realizados significam maior experiência acumulada das equipas e potencial redução das listas de espera, mas dependem da oferta contínua de órgãos.
- Recorde em 2025: 948 transplantes totais em Portugal.
- Transplantes cardíacos: 70.
- Transplantes pulmonares: 90.
“foi um bom ano”
Os especialistas salientam que a consolidação destes resultados exige políticas de sensibilização para a dádiva, mecanismos mais eficientes de identificação e reporte de potenciais dadores e investimentos na logística de transplante. A melhoria contínua dos indicadores clínicos dependerá também da formação e da retenção de profissionais especializados.
Para quem acompanha ou necessita destes tratamentos no distrito de Coimbra, a mensagem das autoridades de saúde e das sociedades científicas é dupla: os avanços técnicos e organizacionais abriram caminho a resultados históricos, mas a sustentabilidade destes ganhos passa por aumentar a disponibilidade de órgãos e reforçar a cooperação entre unidades hospitalares a nível nacional.