Gestos de solidariedade e preocupação com cidadãos portugueses na sequência dos sismos
O Presidente da República, António José Seguro, marcou presença esta terça-feira na embaixada da Venezuela em Lisboa para assinar o livro de condolências aberto na sequência dos violentos sismos que abalaram aquele país a 24 de junho. O acto, descrito pela Presidência como uma manifestação de apoio, incluiu um encontro com a embaixadora venezuelana em Portugal, Mary Flores.
Na nota oficial divulgada pelo gabinete presidencial, o Chefe de Estado manifestou «consternação e solidariedade» perante a tragédia e transmitiu condolências às famílias das vítimas, realçando o impacto que os acontecimentos tiveram também sobre cidadãos portugueses e lusodescendentes.
“O Presidente expressou a mais profunda consternação e tristeza pelos crescentes números de pessoas mortas e feridas, incluindo dezenas de cidadãos portugueses e lusodescendentes.”
O contacto com a representação diplomática em Lisboa surge depois de uma audiência anterior entre o Presidente da República e a embaixadora, realizada no Palácio de Belém na passada sexta-feira. Estas diligências refletem a preocupação das autoridades nacionais com a situação e com os efeitos humanitários da calamidade.
Os dados oficiais mais recentes apontam para um balanço elevado de vítimas, com milhares de feridos e mortos. Para maior clareza sobre a dimensão da tragédia e a presença de cidadãos nacionais entre os afetados, apresentam-se os números divulgados pelas autoridades:
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Mortos | 3.535 |
| Feridos | 16.740 |
| Portugueses e lusodescendentes mortos | 97 |
| Portugueses e lusodescendentes desaparecidos/incontactáveis | 59 |
Para além do gesto protocolar, a assinatura do livro de condolências serve também para sublinhar a necessidade de acompanhar as operações de socorro e de apoio consular, sobretudo onde há famílias portuguesas afetadas. O Presidente desejou «votos de rápidas melhoras a todos os feridos» e que os esforços de busca e assistência tragam «boas notícias» às famílias em angústia.
Em termos práticos para a comunidade em Portugal, a comunicação com a embaixada é um canal privilegiado para obter informação sobre cidadãos afetados e medidas de apoio. As autoridades portuguesas mantêm contactos diplomáticos e consulares para acompanhar repatriamentos, assistência a nacionais e o encaminhamento de pedidos de informação por parte de familiares.
- Onde obter informação: Embaixada da Venezuela em Lisboa e serviços consulares portugueses.
- O que foi feito: Assinatura de livro de condolências e encontro com a embaixadora.
- Impacto local: Existência de portugueses e lusodescendentes entre as vítimas, com famílias em Portugal à espera de notícias.
O acompanhamento institucional destas catástrofes assume um papel importante para mitigar o sofrimento das famílias afetadas e para coordenar respostas humanitárias e consulares. Em Lisboa, a visita do Presidente foi recebida como um gesto de reconhecimento do sofrimento e uma reafirmação do apoio do Estado português a cidadãos que enfrentam as consequências deste desastre no estrangeiro.