Prazo alargado pela autarquia e plano para nova rede
A Câmara Municipal de Sintra anunciou o prolongamento do prazo para a retirada dos contentores destinados à recolha de roupa e têxteis. As empresas que exploram estes equipamentos dispõem agora de mais 90 dias para efetuarem a remoção, com uma data-limite fixada para 1 de novembro.
Inicialmente, o prazo terminava a 30 de julho, mas a autarquia justificou a extensão pela complexidade logística associada à recolha do elevado número de contentores existentes no concelho, num universo que chega a 465 unidades.
Medidas coercivas e responsabilidade financeira
Se os proprietários não procederem à retirada dentro do novo prazo, o município avisa que avançará para a remoção coerciva dos equipamentos. Nesse caso, os custos de transporte e armazenamento serão imputados às empresas detentoras dos contentores, segundo informação prestada pela Câmara.
- 465 contentores contabilizados no território do concelho
- 81 contentores já recolhidos por duas empresas (Wippytex e Ultriplo)
- 2 contentores retirados esta semana por não terem identificação e considerados ilegais
Em paralelo, a Câmara encontra-se a desenvolver o procedimento para lançar um concurso público que permita a implementação de uma nova rede de equipamentos de recolha de têxteis no concelho, com vista a regularizar e organizar o sistema.
"A limpeza do espaço público ainda está longe do que queremos alcançar. O que herdámos é, de facto, muito mau, mas estamos a colocar ordem, passo a passo", afirmou o presidente da Câmara, Marco Almeida.
O autarca também sustentou que a decisão visa pôr fim à utilização indevida destes contentores como pontos de deposição de todos os tipos de resíduos, situação que classificou como "uma verdadeira pouca vergonha" e que, segundo ele, está a ser resolvida com a colaboração das empresas do setor.
Impacto local e expectativas
Para os habitantes de Sintra, a operação de recolha e reorganização dos contentores terá efeitos visíveis no espaço público: menos depósito irregular de resíduos, menor pressão sobre juntas de freguesia e serviços municipais, e uma tentativa de normalizar a recolha seletiva de têxteis. A transição poderá, contudo, provocar episódios pontuais de acumulação até que a remoção e o concurso para a nova rede estejam concluídos.
A autarquia apela à colaboração das empresas proprietárias e prepara-se para assumir a ação direta caso seja necessário, cobrando depois os encargos. Os prazos agora definidos e o lançamento do concurso são passos determinantes para a reorganização do sistema de recolha de roupa no concelho.
| Elemento | Valor |
|---|---|
| Contentores existentes | 465 |
| Recolhidos (Wippytex e Ultriplo) | 81 |
| Considerados ilegais | 2 |
| Novo prazo concedido | 90 dias (até 1 de novembro) |