Operação de limpeza urbana visa recuperar espaço público e aumentar oferta de estacionamento
A Câmara Municipal de Sintra retirou, no mês de julho, um total de 207 viaturas que se encontravam em situação de abandono na via pública. A intervenção concentrou-se sobretudo nas freguesias do Cacém-São Marcos, Belas, Algueirão-Mem Martins e Rio de Mouro, segundo os dados disponibilizados pela autarquia.
O processo de atuação inicia-se com denúncias feitas pelos moradores e juntas de freguesia através da plataforma online Sintra Resolve. A autarquia distingue dois cenários: quando a viatura apresenta sinais claros de abandono — como vidros partidos ou ausência de jantes — procede de imediato à recolha; quando não há sinais óbvios, é colado um aviso e o dono tem 30 dias para remover o veículo antes do reboque.
"Vamos ser implacáveis", assegura o presidente da Câmara de Sintra, Marco Almeida.
Se a viatura for rebocada e o proprietário não a reclamar, é notificado de que o carro se encontra num parque municipal. Ao fim de 45 dias, sem manifestação do dono, o veículo pode passar para a posse do município e integrar um processo de hasta pública. Das 207 viaturas retiradas em julho, 61 (cerca de 29,7%) pertenciam a proprietários residindo fora do concelho.
- Denúncias: via plataforma Sintra Resolve ou juntas de freguesia.
- Prazo de remoção voluntária: 30 dias após aviso.
- Perda de propriedade: após 45 dias sem reclamação.
A Câmara destaca que cada carro removido significa um lugar de estacionamento gratuito recuperado e uma melhoria na dignificação do espaço público. A operação traduz uma estratégia que combina fiscalização, resposta às queixas dos moradores e procedimentos administrativos para acelerar a resolução do problema.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Viaturas removidas (julho) | 207 |
| Proprietários fora do concelho | 61 (29,7%) |
| Prazo após aviso | 30 dias |
| Prazo para perda de propriedade | 45 dias |
Para os moradores, a ação poderá traduzir-se em ganhos imediatos na disponibilidade de lugares e na limpeza das vias, embora a eficácia a longo prazo dependa da continuidade da fiscalização e da rapidez dos processos administrativos. A autarquia reiterou o convite à participação cidadã, lembrando que muitas intervenções se iniciam com denúncias locais.