Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Castelo Branco (SMASCB) aplicaram 8,55 milhões de euros entre 2021 e 2025 em obras de modernização e reabilitação das infraestruturas de abastecimento e saneamento do concelho, segundo dados hoje divulgados.
Investimentos e prioridades
Do total investido, 3,25 milhões de euros destinarem-se às redes de abastecimento de água e 5,30 milhões de euros às redes de saneamento. A estratégia definida pelos SMASCB combina a renovação física das infraestruturas com o reforço das capacidades operacionais, com vista a maior fiabilidade e resiliência dos sistemas.
Os serviços sublinham que a conjugação de investimento e reforço técnico tem permitido reduzir perdas, melhorar tempos de resposta e otimizar a exploração das redes.
“Este esforço financeiro tem permitido reforçar a fiabilidade das infraestruturas, aumentar a resiliência dos sistemas e assegurar uma gestão mais eficiente dos serviços prestados.”
Resultados operacionais e impacto para os utentes
Ao longo do período em análise, os SMASCB registaram uma melhoria nos níveis de água não faturada, que oscilaram entre 10,7% e 15,5%, alcançando em 2025 o valor mínimo da série com apenas 10,7%. Esse indicador traduz uma redução das perdas reais e um desempenho operacional superior.
- 15.180 novos contratos e reativações de contadores entre 2021 e 2025 (média anual de 3.036);
- 2025 foi o ano com maior crescimento, com 3.452 contratos — +14% face a 2024 e +25% face a 2021;
- 4.582 rescisões de contratos no mesmo período (média anual de 916).
Para os moradores, estes números implicam não só uma maior disponibilidade e qualidade do serviço como também potencial estabilidade tarifária, na medida em que a redução de perdas e a gestão eficiente contribuem para uma exploração mais sustentável das redes.
Quadro resumido dos investimentos
| Área | Investimento (€) |
|---|---|
| Abastecimento de água | 3.250.000 |
| Saneamento | 5.300.000 |
| Total | 8.550.000 |
Os SMASCB apontam ainda para uma abordagem preventiva e para a importância de equipas especializadas na manutenção e operação das redes. A redução da água não faturada para valores próximos dos dois dígitos é um indicador relevante, sobretudo em contexto de stress hídrico e de pressão sobre recursos públicos.
Para a população do concelho, a modernização das infraestruturas e a melhoria dos tempos de resposta representam efeitos concretos: menos cortes inesperados, maior qualidade da água distribuída e maior rapidez na resolução de avarias. A evolução dos contratos domésticos também pode refletir mudanças demográficas e movimentos de fixação ou mobilidade populacional que afetam a procura por serviços básicos.
Os dados agora tornados públicos permitem acompanhar o impacto dos investimentos realizados e servem de referência para as prioridades futuras na gestão da água e do saneamento em Castelo Branco.