Obras arrancam com limpeza da área e etapas iniciais de terraplenagem
Começaram, no dia 16 de julho, as intervenções destinadas à construção do Contorno de Fundão, no troço Norte da BR-101. O projecto prevê uma via alternativa ao traçado urbano existente e abrange uma extensão de 7,2 quilómetros, com um investimento anunciado de R$ 247 milhões e prazo de conclusão até ao final de 2028.
Segundo a concessionária responsável, as primeiras tarefas executadas foram a supressão vegetal e a limpeza da área, etapas preparatórias que antecedem trabalhos de drenagem e de terraplenagem. A obra inclui ainda a construção de um retorno ao mesmo nível, dois dispositivos de retorno em desnível e um conjunto de pontes e viadutos, num total de nove intervenções deste tipo.
- Extensão: 7,2 km
- Investimento: R$ 247 milhões
- Empregos estimados: cerca de 1.700 (directos e indirectos)
- Prazo previsto de conclusão: final de 2028
As intervenções abrangem os quilómetros entre 222,9 e 231,9 da rodovia. A concessionária que divulgou os dados descreveu ainda que o objectivo do contorno é oferecer uma alternativa ao trânsito que actualmente atravessa a zona urbana, reduzindo congestionamentos e melhorando a segurança no troço envolvido.
“Neste primeiro ano, já duplicamos 12 quilômetros. A previsão é concluir até agosto mais 10 quilômetros em Anchieta. Até junho, os investimentos aplicados somam R$ 26, 445 milhões.”
O projecto de Fundão integra-se num conjunto de intervenções na região Norte do estado, em que também está a decorrer a implantação do Contorno de Ibiraçu. Juntas, as duas obras representam um investimento total de R$ 373 milhões, com a obra em Ibiraçu a somar 3,18 km, R$ 125 milhões e previsão de geração de cerca de 1.000 empregos.
| Parâmetro | Contorno de Fundão | Contorno de Ibiraçu |
|---|---|---|
| Extensão | 7,2 km | 3,18 km |
| Investimento | R$ 247 milhões | R$ 125 milhões |
| Empregos estimados | ~1.700 | ~1.000 |
| Prazo | final de 2028 | final de 2028 |
Para os habitantes de Fundão (Portugal), a notícia oferece elementos de comparação sobre a escala e o tempo de execução de grandes obras rodoviárias em países lusófonos, sublinhando a importância de planeamento, fiscalização e mitigação de impactes ambientais e sociais nestes projectos. No caso reportado, a sequência de trabalhos—supressão vegetal seguida de drenagem e terraplenagem—sinaliza uma fase inicial que exigirá acompanhamento quanto a medidas de controlo de erosão e gestão de resíduos.
Os números anunciados pela concessionária apontam também para um efeito imediato na economia local, sobretudo na criação de emprego durante a fase de construção. A concretização dos prazos e metas financeiras continuará a depender da execução contratual e da capacidade de gestão dos empreendimentos a cargo da concessionária, bem como de eventuais condicionantes climáticas e logísticas.